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Mabel admite precipitação no corte de árvores, mas cobra responsabilidade


Sandro Mabel reconheceu precipitação de proposta mas quer que seja assumida responsabilidade – Foto Altair Tavares -DG

O prefeito Sandro Mabel (UB) reconheceu neste sábado (23) que a tentativa de retirada de 48 árvores pela Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) para o projeto de revitalização do Lago das Rosas foi “precipitada”, mas ele quer que alguém assuma a responsabilidade das que forem mantidas de pé. “Elas precisam ser tiradas, mas não um impacto daquele jeito. Eu também reclamaria de um impacto daquele jeito”, afirmou em entrevista ao Diário de Goiás.

Perguntado pelo jornalista e editor-geral do DG Altair Tavares sobre a polêmica gerada pela proposta de intervenção, ele disse que conversou com a presidente da AMMA, Zilma Peixoto. “[Disse que] esse tipo de impacto não pode ser feito dessa forma, entende? Eu estive lá com os moradores, antes disso, quando nós lançamos [o projeto], e falei junto com a presidente da AMMA que cada árvore, antes de ser cortada, todos vão olhar o laudo, e eles trariam um técnico deles junto e nessa hora eles falariam se vai cortar ou não. Nosso laudo diz que precisa ser tirado, é árvore que vai cair”, argumentou.

Depois, Mabel advertiu: “Agora, se a associação de moradores disser que não [deve tirar a árvore], o técnico [independente] se responsabilizar e assinar um termo de que a Prefeitura fica isenta, a associação e o técnico assumem o risco se essa árvore cair e fizer dano a alguém. Aquelas que estão realmente sem condições, essas têm que ser tiradas”, insistiu.

A intervenção entrou no radar do Ministério Público Estadual. Segundo o jornal O Popular deste sábado (23), o promotor de Justiça Marcelo Fernandes de Melo entrou com pedido de tutela de urgência na Vara da Fazenda Pública Municipal para barrar a remoção das árvores. Segundo ele, não foram apresentados estudos ambientais detalhados e na lista teriam também mudas e exemplares jovens.  

A repercussão negativa pelo plano de corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, levou a direção da AMMA a suspender a derrubada, mesmo defendendo que trata-se de medida preventiva necessária para evitar riscos à integridade física dos frequentadores.

Representantes do órgão participaram de uma reunião com um grupo de trabalho ligado à discussão da arborização urbana no local, com especialistas, técnicos independentes e entidades ligadas à questão ambiental e paisagística, além de moradores. Ao fim da reunião Zilma Peixoto, concordou com a elaboração de um parecer por parte dos técnicos que contestam o laudo da agência.

Na mesma linha de Mabel ela antecipou: “Caso eles façam [laudo independente] e assinem que não há comprometimento desses ou daqueles exemplares, podemos levar a questão ao Ministério Público, para que também faça sua perícia”, declarou, reforçando que o documento precisa de urgência e tem de ter a devida anotação de responsabilidade técnica (ART). Assim, os cortes ficam suspensos, por enquanto, mas as podas de rotina seguirão no local.

A presidente da AMMA defendeu o parecer emitido para o projeto de revitalização, bem como o trabalho geral desenvolvido pela equipe técnica da agência: “São profissionais responsáveis, com mais de 20 anos de experiência e que estão sempre buscando se qualificar e se atualizar”, apontou. Zilma disse que o assunto gera tensão compreensível. “Entendo que elas não queiram que o poder público aja, só que, antes desse desejo de deixar a árvore em pé, tem algo maior, que é evitar que vidas sejam ceifadas”, cita.

O parecer técnico da Amma informa que 48 exemplares devem ser retirados de espécies como pau-brasil, flamboyant, jamelão, pata-de-vaca, pau-jaú, goiabeira, ipês de várias cores, mangueira, ficus-benjamina, monguba, escova-de-garrafa, além de outras.

Como contrapartida, haverá o plantio de 112 mudas de 27 espécies diferentes em todo o parque do Lago das Rosas. O projeto é realizado com recursos de compensação ambiental vindos de uma empresa privada.

O projeto de revitalização prevê a instalação de espaços para animais domésticos, academias ao ar livre, além de playgrounds para as crianças e espaços de convivência. A pista de academia também será reformada.


Leia mais sobre: AMMA / Lago das Rosas / MPGO / Sandro Mabel / Zilma Peixoto / Cidades / Goiânia / Meio Ambiente

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