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PF pede inclusão de Gusttavo Lima na difusão vermelha da Interpol

PROCURADO

Sertanejo tem ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco, que também suspendeu seu passaporte; defesa afirma que cantor é inocente

PF pede inclusão de Gusttavo Lima na difusão vermelha da Interpol (Foto reprodução / Instagram)

Francisco Costa

A Polícia Federal (PF) pediu a inclusão do cantor Gusttavo Lima na difusão vermelha da Interpol, após a Justiça de Pernambuco decretar a prisão do sertanejo, na segunda-feira (23). A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo. O Mais Goiás entrou em contato com a corporação e aguarda retorno.

Conforme informado, Lima já tinha sido incluído no Sistema de Tráfego Internacional. Sobre a difusão vermelha, trata-se de sistema utilizado para que a ordem de prisão de pessoas fora do Brasil seja divulgada e para que os países possam cumprir o mandado de detenção.

Assim, podem fazer desta lista pessoas com mandado de prisão vigente. Antes, a PF já havia colocado o nome de Lima no Sistema de Tráfego Internacional (STI), quando a pessoa pode ser detida ao passar por qualquer ponto de migração no Brasil.

Situação

No momento, o artista é considerado foragido. Segundo o G1, Lima deixou o Brasil na madrugada de segunda, antes do decreto de prisão, em um voo privado que saiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Miami, na Flórida (Estados Unidos).

A defesa tentou evitar a prisão preventiva de Gusttavo, decretada pela juíza Andrea Calado, na segunda-feira (23). A medida ocorreu no âmbito da Operação Integration, a mesma que culminou na detenção da influenciadora de Deolane Bezerra e investiga caso de suposto de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A magistrada acatou pedido da Polícia Civil.

Além do decreto de prisão, a Justiça de Pernambuco também mandou suspender o registro e o porte de arma do cantor. A decisão, que corre em sigilo, foi conseguida pela Folha de S.Paulo, mas o Mais Goiás também teve acesso.

A defesa de Gusttavo Lima disse, em nota, que a decisão que decretou a prisão do cantor é injusta, sem fundamentos legais e contrária aos fatos esclarecidos. “O cantor jamais seria conivente com qualquer fato contrário ao ordenamento de nosso país e não há qualquer envolvimento dele ou de suas empresas com o objeto da operação deflagrada pela Polícia Pernambucana.”

Também disse que a inocência do artista será demonstrada, “pois acreditamos na justiça brasileira. O cantor Gusttavo Lima jamais seria conivente com qualquer fato contrário ao ordenamento de nosso país e não há qualquer envolvimento dele ou de suas empresas com o objeto da operação deflagrada pela Polícia Pernambucana”.

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