Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Cidades
  • Governo desconfia de fraude após 5,5 milhões migrarem de CLT para PJ no Brasil

Governo desconfia de fraude após 5,5 milhões migrarem de CLT para PJ no Brasil

Emprego

MTE acredita que trabalhadores podem ter sido coagidos pelos empregadores a realizar a transição

Pesquisa indica que migração para PJ pode indicar anseio por autonomia | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

1
1
Da Redação

O movimento de 5,5 milhões de trabalhadores brasileiros que migraram diretamente de contratos formais (CLT) para se tornarem pessoas jurídicas (PJ) entre 2022 e julho deste ano, está sob investigação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A pasta suspeita que o fenômeno pode configurar fraude trabalhista em larga escala.

O MTE acredita que muitos desses trabalhadores podem ter sido coagidos pelos empregadores a realizar a transição. Essa prática, conhecida como “pejotização”, visaria reduzir drasticamente a carga tributária das empresas, que deixam de arcar com os custos associados ao regime CLT.

A base da suspeita do governo vem do rastreamento dos CPFs, que permitiu acompanhar a saída dos trabalhadores dos registros formais e seu ingresso imediato no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas.

A análise dos dados revela que 80% desse contingente, o equivalente a 4,4 milhões de pessoas, tornaram-se Microempreendedores Individuais (MEIs).

O programa MEI foi criado em 2008 para facilitar a formalização de autônomos, oferecendo cargas tributárias e previdenciárias mais baixas que a CLT. No entanto, o ministério avalia que, com um limite de faturamento anual de R$ 81 mil, esses trabalhadores teriam menos poder de barganha junto aos empresários para conseguir recusar uma eventual imposição de mudança de regime.

Do ponto de vista empresarial, a vantagem é clara. O custo de contratação formal no Brasil é elevado, chegando a quase 70% sobre o salário do empregado, segundo dados da Escola de Administração de São Paulo da FGV (Eaesp-FGV). Ao contratar um MEI como prestador de serviço, a empresa se desobriga desses pagamentos.

Em oposição à tese de fraude generalizada, uma pesquisa Datafolha realizada em junho aponta para uma forte tendência cultural. O levantamento mostrou que 59% dos brasileiros declaram preferência pelo trabalho por conta própria, contra 39% que veem mais vantagens em serem contratados por uma empresa.

Essa preferência pela autonomia é ainda mais acentuada entre os jovens, onde o índice atinge 68%. O cenário atual, portanto, expõe uma tensão entre um desejo genuíno por independência profissional e os altos custos do emprego formal, que podem estar estimulando a precarização das relações de trabalho.

Com informações da Folha de São Paulo

Leia também:

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Vila Nova inicia venda de combo de ingressos para jogos da semana

“Dose dupla” Promoção busca casa cheia nos dois jogos do Colorado Publicado em: 14/04/2026 9:39…

Doula: regulamentação reforça integração da categoria ao SUS

A recente regulação da profissão de doula, ocorrida na quarta-feira (8) da semana passada, permitiu um…

Terceirizados: publicados reembolso-creche e redução de jornada

Terceirizados que prestam serviço à administração pública têm direito, a partir desta terça-feira (14), ao…