No próximo dia 30 de novembro, às 8h, em frente à bilheteria do Estádio Hailê Pinheiro, em Goiânia, acontece a tradicional caminhada pelo Fim da Violência, um ato aberto ao público, sem custo, com presença de grupos que lidam com proteção de mulheres e meninas. O encontro faz parte de uma mobilização que ocorre no Brasil e em outros países no mesmo dia. A ideia é simples: dar visibilidade ao tema e reforçar que qualquer pessoa pode somar força nessa data. Você pode ir com amigos, família ou sozinho, já que a proposta é acolher quem quiser caminhar junto.
O cenário que move a caminhada pelo Fim da Violência
A caminhada pelo Fim da Violência nasce da soma de dados e vivências que mostram um quadro duro. Em território nacional, mais de 21 milhões de mulheres e meninas passaram por algum tipo de agressão no último ano, seja física, psicológica ou sexual. Em 2024, houve 1.450 feminicídios, com casos que ocorrem dentro de casa, cometidos por parceiros ou ex-parceiros.
Em escala global, números da ONU Mulheres indicam que uma mulher ou menina morre a cada 10 minutos por ação de um parceiro íntimo ou de um membro da família. A estimativa também aponta que uma em cada três mulheres no mundo já enfrentou violência ao longo da vida. Esses dados ajudam a entender por que o evento busca união de pessoas em diversos países ao mesmo tempo. O ato em Goiânia segue essa lógica e tenta abrir um espaço de troca acessível a todos.
A proposta do evento em Goiânia
A caminhada pelo Fim da Violência em Goiânia integra a 8ª edição do movimento coordenado pelo Grupo Mulheres do Brasil, que reúne mais de 130 mil participantes em núcleos espalhados por várias regiões do país e também no exterior. O encontro em frente ao Estádio Hailê Pinheiro contará com falas de representantes de órgãos que lidam com proteção da mulher.
A proposta é levar informação, abrir diálogo e convidar a cidade para uma manhã de engajamento. O evento terá rodas de conversa, distribuição de materiais e ações culturais que estimulam reflexão. O grupo organizador reforça que a caminhada existe para incentivar participação e lembrar que o tema envolve a sociedade inteira. A mensagem central é clara: união produz mudança.
Foto: Divulgação
A fala do grupo que lidera a ação
A caminhada pelo Fim da Violência tem apoio direto da presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Helena Trajano, que aponta a causa como um desafio que ultrapassa fronteiras, culturas e rotinas diversas. A fala da empresária chama atenção para histórias de mulheres e meninas que não conseguem chegar a espaços de denúncia, apoio ou justiça.
A ação do dia 30 busca dar voz a essa realidade e criar uma rede que fortalece quem está em risco. A caminhada também lembra que agressões acontecem em ambientes variados e muitas vezes sem testemunhas, o que reforça a importância de ações que incentivam apoio público. Ao reunir pessoas em um percurso comum, o evento tenta abrir espaço para reflexão e presença ativa em uma causa que precisa de atenção constante.
Caminhar como forma de participação
A caminhada pelo Fim da Violência propõe um gesto simples: caminhar. O ato usa o movimento do corpo como símbolo de apoio e alerta. Cada passo representa reconhecimento de um problema e vontade de mudança. O encontro no Estádio Hailê Pinheiro forma uma rota curta, acessível e possível para quem deseja participar.
Não é necessário cadastro nem material específico. Basta chegar, acompanhar o grupo e somar força. O movimento também convida quem não conhece o assunto a ouvir, conversar e buscar informação. A ideia é que todos, com ou sem experiência com o tema, encontrem um espaço aberto para caminhar ao lado de outras pessoas. Esse contato ajuda a criar novas redes e incentiva cada participante a levar o assunto para conversas do dia a dia.
Serviço:
- Evento: 8ª Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas
- Data: 30 de novembro
- Horário: 8h00 (Brasília/Brasil)
- Local: Estádio Hailê Pinheiro
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