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Corredores da Tanzânia e Etiópia vencem provas feminina e masculina da São Silvestre; brasileiros ficam com o bronze

CORRIDA

Na corrida de São Silvestre, os campeões receberão o prêmio de R$ 62,6 mil

Corrida de São Silvestre 2025. Foto: Divulgação – Globo

Por O Globo: Na edição de 100 anos da São Silvestre, Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, foi a grande campeã entre as mulheres. Já na prova masculina, o etíope Muse Gizachew, de 19 anos, assumiu a liderança nos últimos 50 metros do percurso de 15km, em uma reviravolta impressionante. Os brasileiros Núbia Ramos e Fábio Jesus Correa garantiram duas medalhas de bronze para o Brasil.

Na prova feminina, a queniana Cynthia Chemweno ficou com a medalha de prata, repetindo a segunda e a terceira colocações da edição do ano passado. Panga e Chemweno travaram uma briga dura no início da corrida, mas a corredora da Tanzânia conseguiu abrir uma boa vantagem da metade em diante e manteve a liderança até o final, terminando em um tempo de 51m9s.

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Já entre os homens, a emoção deu o tom da corrida até o final. O etíope Muse Gizachew, de 19 anos, impôs um ritmo impressionante nos últimos momentos, deixando para trás o queniano Jonathan Kipkoech e vencendo com o tempo de 44m30s. O Brasil ficou com uma nova medalha de bronze com Fábio Jesus Correa, o melhor desempenho do atleta na prova.

Após a corrida, Núbia comemorou a melhora da marca, mas ressaltou que tem como meta pessoal vencer a corrida. Ela contou que teve dificuldades do início e precisou “resistir às africanas”, mas comemorou ter conseguido administrar bem o percurso para garantir o resultado

— Foi uma excelente prova, me deu ainda mais confiança, mais vontade de voltar para casa e dar continuidade ao meu trabalho. Estou feliz com a minha colocação, mas vim por um objetivo maior, que é o lugar mais alto do pódio. Tenho apenas 23 anos, acredito que a gente vai voltar e vencer essa prova com certeza.

Fábio também falou sobre o nível acirrado da disputa, e aproveitou o momento para fazer um desabafo sobre a falta de incentivo à modalidade no país.

— Chegar aqui e brigar com esses africanos não é fácil, a gente treina e se dedica demais. Pena que o Brasil não incentiva o atletismo, um esporte tão importante. Eu treino na rua, porque não liberam as pistas para a gente, não fiz altitude — afirmou o corredor, que dedicou a conquista ao seu estado: — Quero agradecer a minha Bahia com a energia positiva, todo o meu povo nordestino, o povo do Brasil que torce pelo guerreiro do sertão.

A vitória de Sisilia representou a quebra da sequência de oito anos com vencedoras quenianas, e a última campeã brasileira entre as mulheres foi Lucélia Peres, em 2006. Com a medalha de ouro, os campeões receberão R$62,6 mil, cada um, como premiação. Os medalhistas de prata arrecadarão R$31,3 mil, e os brasileiros ficarão com R$18,8 mil.

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