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Venezuelanos em Goiânia celebram captura de Maduro

Saudades

Imigrantes em Goiânia relembram o colapso econômico sob o regime de Maduro

Carlos Coraspe ao lado da irmã, Carlenis no restaurante em Goiânia | Foto: Arquivo Pessoal

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Diogo Luz

A captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, ocorrida neste sábado (3), gerou uma onda de otimismo e esperança entre a comunidade venezuelana residente em Goiânia. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos em uma operação militar de grande escala e serão processados em Nova York por narcoterrorismo. Para os milhares de refugiados que vivem na capital goiana, a notícia representa o possível fim de um exílio forçado.

Carlos Coraspe, de 35 anos, que comanda um restaurante de comida típica venezuelana em Goiânia há três anos, vê o acontecimento como um divisor de águas. Para ele, a queda do regime é o primeiro passo para um dia voltar para casa.

“A verdade é que, para nós, isso (a prisão de Maduro) está abrindo a porta para a liberdade e a esperança de conseguir voltar ao país. É um passo grande no caminho da liberdade da nossa pátria”, afirma Carlos.

Ele destaca que a busca por estabilidade o trouxe ao Brasil, onde não precisa mais lidar com o colapso dos serviços básicos. “A gente procurava um país onde pudesse trabalhar de forma certa, sem se preocupar com a inflação, com a falta de gasolina ou em ficar dias sem água e energia, como acontece na Venezuela”.

Já o entregador Tony Gomez, de 34 anos, que vive em solo goiano há sete anos, prefere uma definição técnica para a ação militar americana: “Não foi uma invasão, foi uma extração”, pontua.

“Eu tive que sair pela crise econômica. Dizem que foi o bloqueio, mas não foi o bloqueio que roubou o petróleo da Venezuela; foram as pessoas lá dentro que roubaram e fizeram a nossa economia e a nossa indústria ficarem fracas”, explica Tony.

Ele ainda ressalta a diferença institucional que percebe no Brasil, afirmando que, embora o país tenha um governo de esquerda, “não se pode comparar nunca o Lula com o Maduro”, referindo-se à evolução e ao crescimento econômico que observa na cidade de Goiânia.

Apesar do alívio com a custódia do ditador, o clima ainda é de cautela, já que a Venezuela declarou estado de emergência após os bombardeios em Caracas. A vontade de regressar, no entanto, permanece viva no coração dos imigrantes.

“O sonho é sempre voltar para de onde você é, para sua família, para as pessoas e para a nossa comida. O Brasil é ótimo para nós, mas sempre vai ficar a saudade do lugar de onde viemos”, resume Carlos Coraspe.

Com a família espalhada por países como Espanha e Colômbia, Tony Gomez compartilha do mesmo sentimento: “Pensamos que, daqui a pouco, quando a coisa melhorar um pouquinho, teremos vontade de voltar a morar no nosso país”.

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