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Companheira nos ‘rolês’ e ‘mãe’ de sobrinhos: quem era a mulher que morreu atropelada na T-9

LUTO

Maria Celina Chein foi vítima de latrocínio ocorrido no dia 6 de janeiro de 2025, na avenida T-9, em Goiânia

Companheira nos ‘rolês’ e ‘mãe’ de sobrinhos: quem era a mulher que morreu atropelada na T-9 (Foto: Lúcia Chein)

Uma ação criminosa que chocou comerciantes na avenida T-9, em Goiânia, na última terça-feira (6) interrompeu a trajetória de vida de uma idosa que era o alicerce de uma família inteira. Maria Celina Chein, de 82 anos, teve o óbito atestado nesta quinta (8) e deve ser sepultada amanhã, em horário e local que ainda não haviam sido definidos até o fechamento da reportagem. O Mais Goiás conversou com três sobrinhos de Celina, que não pouparam predicados para descrever a tia.

A psicóloga Lúcia Chein conta que Celina nunca casou ou teve filhos biológicos, mas foi uma mãe para todos os sobrinhos (pelo menos doze) e para os filhos desse sobrinhos. “Era uma pessoa muito querida, muito dinâmica e que, embora estivesse aposentada, era totalmente ativa”, diz Lúcia. “Era companheira para todos os rolês, queria participar de todas as viagens e festas de aniversário”.

Celina era professora aposentada e atuava de forma presente na Associação de Aposentados e Pensionistas da Educação (Aapego), onde exercia função de coordenadora, e na igreja que frequentava. “O dia dela era sempre ocupado. Adorava sair, fazer crochê e cozinhava muito bem. Fazia uma ambrosia maravilhosa. Mas o mais importante é que ela priorizava estar com a família”.

O cirurgião bucomaxilar Adonai Júnior, também sobrinho, mora em São Paulo e veio às pressas quando soube que a tia havia sido atropelada. Ele se lembra dela como uma pessoa sempre disposta a reunir a família, sempre acolhedora e sempre disposta a ofertar palavras de apoio para todos. “Todo dia, eu e ela dávamos ‘bom dia’ e ‘boa noite’ um para o outro. Nossos natais todos sempre foram na casa dela, inclusive o último. O que fica é a união que ela ajudou a construir”.

O advogado José Jorge descreve a tia como uma pessoa “fantástica”, que tratava os sobrinhos como filhos. “Ela assumiu um papel importante de alicerce da família. Com o falecimento de vovó Chiquita e de tia Regina, ela tomou para si a missão de ser a anfitriã, de reunir a família. Era uma pessoa cheia de vida, de saúde e autônoma, apesar dos 82 anos”, afirma Jorge. “Tenho boas lembranças dela comigo na infância, depois que saía do colégio, e nos aniversários. Levarei-os comigo para sempre”, complementa.

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