Prédio vai abrigar Procon e secretarias de Administração e de Saúde – Foto: arquivo
O governo de Goiás concluiu, na sexta-feira (6), a compra do prédio da superintendência regional da Caixa Econômica Federal, por R$ 101,6 milhões, segundo informou o jornal O Popular nesta terça (10). O edifício fica na Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia, e faz parte de um plano do governo para um novo centro administrativo na região, ao lado do antigo Jóquei Clube de Goiás.
A intenção é instalar nele as sedes do Procon Goiás e departamentos das secretarias estaduais de Administração (Sead) e de Saúde (SES).
De acordo com o jornal, o titular da Sead, Alan Tavares, afirmou que o pagamento foi feito à vista, sendo R$ 82 milhões da Administração e R$ 19,5 milhões do Procon. O estado chegou a planejar uso de recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES), mas recuou.
O prédio pertencia à Fundação dos Economiários Federais (Funcef), entidade de previdência complementar criada pela Caixa para administrar planos de aposentadoria e pensões de seus servidores, e foi desapropriado pelo Estado de Goiás.
Ainda segundo o jornal, Tavares explicou que existem andares do prédio que são alugados por empresas e havia temor de que a compra e venda fosse questionada. Por segurança jurídica, o estado decidiu fazer uma desapropriação.
Distribuição dos órgãos
O prédio tem três subsolos, térreo, mezanino e 15 andares. Na estrutura, são três elevadores sociais, um de serviço e outro privativo. O Procon deve ocupar os subsolos. Já a Sead ficará com o 1º, 2º e 3º andares. A SES ocupará cerca de 60% do imóvel (uma parte do subsolo, o térreo e do 4º ao 15º andar).
Reforma
O prédio passará por reforma (pintura e instalação de divisórias, entre outros ajustes) antes da transferência dos servidores. Tavares disse que o projeto está em fase de conclusão com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). A estimativa é que o Procon seja o primeiro órgão a ocupar o prédio em junho ou julho (a previsão inicial era janeiro ou fevereiro).
Conforme ele, a concentração dos servidores das três pastas em um prédio próprio do estado deve levar à economia de R$ 21 milhões por ano. São 2.250 servidores espalhados por várias unidades em Goiânia. “Cada unidade tem gastos com limpeza, segurança, manutenção…,” argumentou Tavares. O secretário também destacou despesas com reforma e aluguel.
Em julho de 2025, o jornal revelou a intenção do Estado de Goiás de comprar o prédio da Caixa e construir duas torres no estacionamento do antigo Jóquei Clube (que fica em frente), estruturando no local um novo centro administrativo.
Na época, a estimativa de custo de todo o complexo era de R$ 500 milhões, mas informações de bastidores também apontaram a possibilidade de chegar a R$ 1 bilhão. Na ocasião, a previsão de custo do prédio da Caixa era de R$ 95 milhões.
O decreto de desapropriação do Jóquei foi assinado pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), em 18 de julho. O gestor havia falado sobre o tema em abril, mas disse que a decisão dependia de estudo da Secretaria Municipal de Planejamento. Após a desapropriação, Mabel confirmou que a decisão foi tomada em um plano de parceria com o governo de Goiás para reestruturação do Centro da capital.
Em outubro, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o novo centro administrativo também deve envolver o Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. O Jóquei Clube e o prédio da Caixa são próximos do CCCGO.
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