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Polícia Civil prende três suspeitos de fraudar leilões de gado em São Miguel do Araguaia

GOLPE

Investigados utilizavam pagamentos falsos para retirar rebanhos de eventos pecuários e escondiam os animais em fazendas distantes

Operação prende suspeitos de roubar gado por meio de pagamentos falsos em leilões (Divulgação PCGO)

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Inglid Martins

Três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudar leilões de gado foram presos depois de serem alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás, nesta sexta-feira (13/02). A investigação aponta que o esquema atuava principalmente na região de São Miguel do Araguaia (GO), a 475 quilômetros de Goiânia.

Segundo a polícia, os integrantes se aproveitavam a credibilidade dos eventos pecuários para enganar produtores e leiloeiros. Eles arrematavam os animais usando comprovantes e meios de pagamento que, após a retirada do rebanho, eram identificados como falsos, deixando as vítimas no prejuízo.

As investigações indicam que, assim que conseguiam a liberação do gado, os criminosos coordenavam um transporte imediato para propriedades rurais distantes. Essa manobra rápida tinha o objetivo de “esconder” os animais, dificultando o rastreio pela polícia e impedindo que os donos originais conseguissem recuperar os bens.

Ainda de acordo com a apuração, o esquema funcionava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os responsáveis pelas negociações nos leilões e aqueles encarregados de ocultar os animais.

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Imagem da operação
Criminosos usavam leilões de gado para aplicar fraudes e esconder rebanhos (Divulgação PCGO)

A ofensiva contou com o apoio de unidades de elite como a CORE/GT3 e a Divisão de Operações Aéreas. Além das detenções, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Nas casas dos suspeitos, os agentes encontraram armas de fogo, munições e uma vasta documentação que detalha a movimentação financeira e descreve passo a passo das fraudes.

Para garantir que as vítimas não fiquem no prejuízo, a Justiça determinou o bloqueio de contas e bens dos envolvidos. O valor deve ser usado para a reparação dos danos financeiros causados aos pecuaristas da região. Os documentos apreendidos agora passam por perícia para identificar se há participação de mais pessoas no esquema ou se o gado foi vendido para terceiros de boa-fé.

O nome dos investigados não foi divulgado; o espaço segue aberto para a manifestação da defesa dos citados.

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