Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Cidades
  • Seinfra avalia abrir rua cortando Parque Flamboyant; Amma e Seplan são contra

Seinfra avalia abrir rua cortando Parque Flamboyant; Amma e Seplan são contra


Projeto pode interferir no Parque Flamboyant – Foto: Jackson Rodrigues / Prefeitura de Goiania / arquivo

A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) de Goiânia estuda a possibilidade de abrir uma rua cortando o Parque Flamboyant, no Jardim Goiás. O objetivo é facilitar o acesso de veículos ao interior do bairro por motoristas que seguem no sentido oeste-leste. A informação foi publicada pelo jornal O Popular nesta segunda-feira (23)

Conforme a reportagem, a Seinfra estuda abrir a nova via onde, atualmente, a única opção é uma viela estreita que fica a 250 metros do trecho. Entretanto, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan) se posicionaram contra a proposta. Já a  Secretária Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) inicialmente deu parecer favorável, mas depois concordou com as outras duas consultadas.

Segundo o jornal, a Amma aponta que cortar o parque para passar uma rua seria prejudicial para a unidade de conservação e, portanto, “ambientalmente inviável”.  A agência reforça que a área é protegida por lei e já sofre com ocupações irregulares e com o adensamento no entorno. “Qualquer modificação nesse perímetro deve priorizar a ampliação e não a redução do parque e a desobstrução da faixa marginal ao córrego Sumidouro, com posterior recuperação da cobertura vegetal nativa”, consta em relatório citado na reportagem.

Já a Seplan considera que existe alternativa melhor para resolver o problema. O jornal informa que a Seplan aponta que a melhor alternativa seria regularizar o traçado da rua 56-A e que os imóveis e lotes no entorno da via não constam como regularizados ou em processo de regularização. Também destaca que o Parque Flamboyant já foi “objeto de extensa área ocupada irregularmente” e inclui exemplos de imóveis e lotes abandonados que poderiam ser desapropriados para ampliação da 56-A (que oficialmente se chama Rua 7). Segundo a reportagem, ao longo de pouco mais de 140 metros, a rua 56-A tem sete lotes do lado esquerdo e 11 do direito. Mas moradores ouvidos pelo jornal divergiram sobre a situação de regularização dos imóveis localizados ao redor da viela.

Projeto elaborado

“A Seinfra chegou a elaborar um projeto indicando onde ficaria a nova via pública, em uma das extremidades do parque, próximo a um muro de uma propriedade particular e bem em cima de onde começa a canalização do córrego Sumidouro, um manancial que tem sofrido com intervenções urbanas em seu trajeto de aproximadamente 1,5 quilômetro”, informa O Popular.

Ao pedir parecer dos outros órgãos, a Seinfra aponta como justificativa que a intervenção “visa estabelecer uma ligação viária entre as ruas 46 e 56, criando um eixo de retorno alternativo que contribuirá significativamente para a melhoria da fluidez do tráfego local”.

Em um parecer de uma página, a Gerência de Estudos e Projetos de Trânsito e Mobilidade da SET afirmou que o adensamento residencial e comercial no entorno do Parque Flamboyant gerou uma “pressão no impacto de geração de viagens, com reflexos negativos para as vias próximas e regiã, “mas que considerando o parecer da Amma e da Seplan a melhor proposta é a ampliação na largura da faixa de rolamento da 56-A, com a regularização do traçado da via” e a intenção de cortar o parque deve ser negada pelo prefeitura.

Em nota ao jornal, a Seinfra afirmou que está apenas em fase de estudos técnicos para analisar as melhores condições de tráfego e mobilidade urbana na região do Parque Flamboyant e da Rua 56-A. “A pasta pontua que as avaliações consideram aspectos como fluxo de veículos, segurança viária, impacto ambiental e alternativas de engenharia que possam contribuir para a melhor circulação no entorno do parque”, informou. Por outro lado, a secretaria não explicou como surgiu a iniciativa de elaborar o projeto para uma via cortando o parque e acrescentou que uma decisão final sobre qual alternativa será adotada virá apenas após a conclusão de “estudos e análises complementares”.

Corte de árvores

A reportagem informa ainda que a  criação de uma via de pista dupla para veículos atravessando uma das pontas do Parque Flamboyant prevê o corte de oito coqueiros, duas árvores e a instalação de cerca de 1,3 mil metros quadrados de asfalto, concreto e paver no interior na unidade de conservação. Além disso, essa possível nova rua vai também impactar o córrego Sumidouro, cuja nascente fica no interior do parque. Ele é um dos afluentes do córrego Botafogo, que sofre com constantes problemas de enxurradas durante as chuvas por causa, justamente, da pavimentação de áreas verdes na região.

O Parque Flamboyant existia no papel desde os anos 50, mas só foi criado de fato em 2007, durante a gestão do prefeito Iris Rezende. Sua instalação foi fruto de um acordo com construtoras como compensação pelos danos resultantes da construção de torres residenciais e comerciais no Jardim Goiás.


Leia mais sobre: Amma / Parque Flamboyant / Seinfra / Seplan / Cidades / Goiânia / Meio Ambiente

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Entenda por que Botafogo foi colocado à venda em anúncio de jornal inglês

CRISE Cork Gully, empresa de consultoria em reestruturação financeira e operacional de Londres, divulgou a…

Desinformação sobre câncer de pele afeta diagnóstico, diz instituição

Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença…

José Guimarães assume ministério e fala em “derrotar o fascismo”

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) tomou posse, na tarde desta terça-feira (14), como ministro…