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Fotógrafo goiano morre após complicações da dengue: ‘deixou legado e sonhos’

TRISTEZA

Casado há 20 anos e pai de um jovem de 18, ele conciliava o trabalho como vendedor de carros com a fotografia

Marcelo Carvalho era fotógrafo e também trabalhava como vendedor de carros (Foto: Arquivo cedido ao Mais Goiás)

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Luanna Marques

O fotógrafo Marcelo Carvalho, de 52 anos, morreu no último dia 22 de fevereiro, após complicações causadas pela dengue. Descrito por amigos e familiares como uma pessoa carinhosa, respeitosa e generosa, ele era conhecido pelo “coração enorme” e por estar sempre disposto a ajudar quem precisasse.

Morador de Goiânia, Marcelo era casado há 20 anos e pai de um jovem de 18 anos. A esposa, Lillian Flávia, enfermeira aposentada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), contou ao Mais Goiás que o casal se conheceu em 2005 e construiu uma relação marcada por cumplicidade, companheirismo e dedicação.

Durante a semana, Marcelo trabalhava com carteira assinada como vendedor de carros e, aos finais de semana, fotografava corridas de rua e eventos. A paixão pela fotografia surgiu durante a faculdade de Administração, que ele não chegou a concluir. Para se aperfeiçoar na área, Marcelo fez alguns cursos, explicou a esposa.

“O Marcelo trabalhava muito e, mesmo assim, cuidava da família. Ele era o provedor. Foram pessoas no velório dele que eu nem conhecia e que fizeram questão de elogiar meu marido”, contou a esposa, Lillian.

Segundo ela, o fotógrafo mantinha as duas atividades profissionais porque gostava das duas áreas e se dedicava intensamente ao trabalho para proporcionar o melhor para a família.

Diagnóstico de dengue

Os primeiros sintomas da dengue surgiram na segunda-feira de Carnaval, com febre e dores no corpo. O casal procurou atendimento médico na quarta-feira, quando exames confirmaram a doença. Mesmo com queda nas plaquetas, Marcelo foi liberado. No dia seguinte, após piora no quadro, ele retornou ao hospital e acabou sendo internado.

Durante a investigação médica, exames também apontaram apendicite, o que levou à realização de uma cirurgia de urgência. Após o procedimento, Marcelo foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas apresentou complicações respiratórias e faleceu na madrugada do dia 22.

Família e sonhos

Marcelo era o mais velho de três irmãos e mantinha uma relação próxima com a irmã, Milena Carvalho. Segundo ela, os dois conversavam todos os dias e tinham uma conexão marcada por companheirismo e proteção. “Ele era o melhor irmão do mundo. Era eu e ele contra o mundo”, afirmou.

Milena também lembra que o irmão esteve presente em momentos importantes de sua juventude. “Foi o Marcelo que me levou para festas, teve ciúmes quando comecei a namorar”, relembra. Ela conta que os dois tinham planos de se encontrar e fazer passeios em família, já que não se viam com tanta frequência devido à rotina.

De acordo com Lillian, o casal compartilhava o sonho de viajar pelo mundo. Com o filho já na faculdade, os dois planejavam começar pela América do Sul, em uma viagem que iria do Ushuaia, no extremo sul da Argentina, até o Peru. “Ele deixou um filho, uma esposa e uma família que ele tanto amou e que tanto o ama, além de um legado e alguns sonhos.”

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