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Sandro Mabel chama greve da Educação em Goiânia de “política” e diz que prefeitura não tem dinheiro


Mabel disse que não tem como atender reivindicações e que a greve é política – Foto Alex Malheiros

O prefeito Sandro Mabel (UB) classificou a greve de professores e administrativos da rede municipal de um gesto político eleitoral: “É greve política, vai chegando perto de eleição, vai se tendo política, entende?”, disse ele durante evento sobre descentralização de recursos para a Saúde, realizado no Paço Municipal, nesta segunda-feira (18).

Mabel foi duro com o movimento grevista afirmando que “não tem nada para reclamar da educação”. Ele disse ainda que não tem como atender as reivindicações da categoria.

“Eu tenho que ter responsabilidade, eu recebi a prefeitura aqui com quase 52% de comprometimento da Folha, então não tem espaço fiscal para a gente mexer com isso. Nós temos que ir organizando, é o que nós vamos fazer, melhorar a arrecadação para abrir espaço fiscal e fazer [atender]”, disse o prefeito.

Atraso na data-base

Mabel reconheceu que vai pagar a data-base em atraso esse ano, mas acusou quem adere à greve de servir de “massa de manobra” para intenções eleitorais.

“Nós já estamos com o repasse do dinheiro da educação, esse ano ainda nós estamos repassando atrasado, como a data-base [que] também nós vamos ainda repassar. Agora, nós vamos repassar em agosto o que deveria ser em maio, nós vamos repassar em agosto. A educação era em janeiro, nós repassamos agora em maio. E no ano que vem, se Deus quiser, o professor, a data-base de janeiro vai receber em janeiro e a data-base de maio vai receber em maio”, explicou. 

Segundo ele, o foco é organizar o fluxo da prefeitura citando a herança da gestão anterior em 2025. “No último ano teve um déficit de quase 500 milhões de reais. E largaram essas contas todas para nós pagarmos”.

Procurado para comentar as declarações e avaliar o movimento de greve até o momento, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego) ainda não respondeu.

Na semana passada, o reajuste de 5,4% nos salários de professores foi aprovado pela Câmara Municipal de Goiânia com efeito retroativo a 1º de maio. O projeto foi enviado um dia antes da greve anunciada pelo Sintego ter início, mas sua aprovação não encerra a pauta do movimento.

A greve reivindica também:

  • Plano de carreira dos administrativos
  • Pagamento das progressões de carreira
  • Pagamento da data-base dos administrativos
  • Aplicação do descongela (Lei nº 226/26) e do enquadramento (Lei nº 15.326/26)

Leia mais sobre: Greve / Sandro Mabel / Sintego / Cidades / Educação / Goiânia

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