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alto índice de satisfação e sucesso em transplantes de medula


Balanço de um ano foi celebrado pelo governo pelos bons resultados no Cora – Foto Governo de Goiás

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completa um ano de funcionamento consolidado como referência no tratamento do câncer infantojuvenil. Em 12 meses, a unidade atendeu 420 pacientes e realizou 5.480 consultas médicas ambulatoriais, sendo 3.896 na oncologia pediátrica.

“Temos que comemorar esse primeiro ano. Só ele já justifica todos os desafios que foram superados”, afirmou o governador Daniel Vilela (MDB). Ele destacou o investimento em equipamentos de ponta que representam a transformação de recursos públicos em efetivo combate a doenças, na cura das pessoas.

No período, foram realizadas 2.433 sessões de quimioterapia, 8.383 atendimentos multiprofissionais e 1.420 procedimentos cirúrgicos, sendo: 242 cirurgias de grande porte, 198 de médio porte e 958 de pequeno porte.

O presidente da Fundação Pio XII, gestora do Hospital do Amor de Barretos e do Cora, Henrique Prata, lembrou que ainda não é possível apontar quantos pacientes tratados na unidade alcanram a cura para o câncer porque esse diagnóstico é obtido após cinco anos de iniciado o tratamento. “Não tinha nada em Goiás [para tratamento de câncer pelo SUS], mas o que tem agora é o que tem de melhor”, apontou.

Um dos principais marcos do primeiro ano foi a implantação do serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) pediátrico. O Cora já realizou quatro transplantes autólogos de células-tronco em crianças e está em processo de habilitação para iniciar os transplantes alogênicos, no qual o paciente recebe tecido de doador compatível.

A estrutura conta com oito leitos exclusivos para TMO e capacidade para realizar entre quatro e cinco procedimentos por mês. Com a ampliação do serviço, a expectativa é alcançar até 100 transplantes anuais.

Qualidade do atendimento

A qualidade da assistência também se reflete na satisfação dos usuários. O hospital alcançou 84,5% no Net Promoter Score (NPS), índice considerado de excelência. O secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis, comemorou a avaliação alcançada. “Tem esse NPS elevadíssimo com aprovação de 100% sobre a estrutura e equipamentos e tem pessoas capacitadas que fazem o tratamento adequado, fruto de uma responsabilidade dos nossos gestores”, afirmou, citando o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o atual, Vilela. Ele enfatizou que 420 casos novos em apenas um ano comprovam a grande necessidade que havia dessa unidade de referência.

Pesquisa da Ouvidoria aponta que 98,6% dos pacientes e familiares recomendariam a unidade. A estrutura física recebeu 100% de aprovação, enquanto a equipe multiprofissional obteve 98,6%, a equipe médica 95,9% e a enfermagem 91,89%.

Dos pacientes atendidos, 98,25% são de Goiás, mas a unidade também recebeu pessoas do Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

Parceria com o Crer

O hospital também celebra seu primeiro ano de funcionamento expandindo o atendimento a outros pacientes da rede estadual de saúde. Está em fase final de negociação uma parceria com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

A partir desse acordo, o Cora receberá pacientes elegíveis para tratamento com terapia robótica – o complexo dispõe de quatro robôs voltados para atividades de reabilitação. A expectativa é que, toda sexta-feira, o Cora receba cerca de 10 pacientes do Crer que estejam em reabilitação. Essas pessoas passarão por uma triagem, que vai identificar os perfis elegíveis para o uso da tecnologia.

Estrutura

Construído com investimento de R$ 255,8 milhões, o Cora nasceu para oferecer o que há de mais moderno na oncologia pediátrica. A unidade dispõe de 60 leitos pediátricos, incluindo internação, observação, UTI pediátrica, centro cirúrgico, unidade de quimioterapia e de transplante de medula óssea.

Conta ainda com equipamentos de última geração, como ressonância magnética com inteligência artificial, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X digital e centro de reabilitação equipado com tecnologia robótica.


Leia mais sobre: Câncer Infantil / CORA / Daniel Vilela / Oncologia Pediátrica / Transplante de Medula / Cidades / Goiânia / Saúde

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