Revitalizada em 2024, Praça Ciro Lisita deve ser cortada ao meio e árvores transplantadas – Foto reprodução
A Prefeitura de Goiânia pretende dividir ao meio a Praça Ciro Lisita, no Setor Coimbra, para ampliar a capacidade viária da Avenida Castelo Branco. A informação foi publicada na noite de segunda-feira (29) pelo jornal O Popular, que teve acesso ao projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET). A intervenção atingirá uma praça que foi revitalizada no segundo semestre de 2024 e passou a abrigar um pórtico que marca o início da chamada Agrovia Castelo Branco.
Segundo o projeto divulgado pelo jornal, a Avenida Castelo Branco passará a ocupar o espaço central da praça, que será cortada para permitir três faixas de rolamento em cada sentido. A proposta faz parte das ações desenvolvidas pela administração municipal para aumentar a fluidez do trânsito em um dos principais corredores viários da capital.
Transplante de árvores
Embora a principal mudança seja a redução da área da praça, o projeto também prevê uma medida inédita em Goiânia: o transplante de duas árvores que hoje ocupam o trecho por onde a nova pista será construída. Em vez de serem suprimidas, um bacuri e um ipê deverão ser removidos e replantados em outra parte da própria Praça Ciro Lisita.
A praça havia passado recentemente por obras de revitalização, recebendo melhorias urbanísticas e o pórtico da Agrovia Castelo Branco, estrutura instalada para identificar o corredor que segue até o encontro da avenida com a GO-060. Até o momento, segundo o projeto revelado pelo jornal, não há definição sobre a permanência ou eventual remanejamento desse pórtico.
De acordo com O Popular, a proposta também altera a circulação de veículos na região. Com a obra, motoristas que trafegam pela Castelo Branco deixarão de fazer o retorno para acessar a Rua 250 à esquerda. Da mesma forma, quem estiver na Rua 250 também não poderá converter à esquerda para entrar na avenida. A medida busca eliminar um dos últimos pontos considerados de retenção ao longo do corredor.
O projeto ainda prevê a ampliação de trechos remanescentes da praça próximos à Rua 250 para impedir que o local continue sendo utilizado como rotatória improvisada por motoristas.
Obras
Para viabilizar a intervenção serão necessárias obras de demolição, terraplenagem, drenagem e pavimentação, que deverão ser executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra). Uma boca de lobo também precisará ser removida durante a execução dos trabalhos.
Conforme o levantamento técnico realizado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), as duas árvores escolhidas para transplante apresentam características que favorecem o procedimento. O bacuri possui aproximadamente oito metros de altura e 60 centímetros de diâmetro, enquanto o ipê mede cerca de 4,5 metros de altura e 15 centímetros de diâmetro.
O relatório recomenda uma série de cuidados para garantir a sobrevivência dos exemplares, incluindo poda de limpeza, proteção das raízes durante o transporte, manutenção da mesma orientação em relação ao sol e irrigação diária nas primeiras semanas após o replantio, especialmente por causa do período de estiagem.
A iniciativa ocorre em meio ao debate sobre o manejo da arborização urbana em Goiânia. Nos últimos meses, cortes de árvores em diferentes regiões da cidade provocaram críticas de moradores e entidades ambientais, levando a Prefeitura a defender alternativas como o transplante sempre que tecnicamente possível.
Em nota publicada por O Popular, a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito afirmou que a intervenção integra os estudos realizados desde o início da implantação do corredor da Castelo Branco. Segundo a pasta, avaliações técnicas apontaram que a Praça Ciro Lisita representa o último ponto de retenção ao longo do corredor e que a adequação permitirá melhorar a fluidez do trânsito e reduzir o tempo de deslocamento dos motoristas.
Segundo o jornal, ainda não há data definida para o início das obras.
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