Uma mulher investigada pela morte do companheiro Fernando Diniz Peixoto escapou de uma tentativa de linchamento ao fim da reprodução simulada realizada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13), em Goianésia. A diligência, conduzida para esclarecer a dinâmica do homicídio, terminou em tumulto quando familiares e amigos da vítima avançaram em direção à viatura que transportava Maria Lúcia de Oliveira. Ela alega que o óbito foi acidental.
O procedimento foi realizado após contradições apresentadas por no início das investigações levantarem dúvidas sobre a morte da vítima. No momento em que a perícia finalizava os trabalhos, porém, um grupo de pessoas chegou ao local para protestar. Ao perceber que a mulher estava em uma viatura descaracterizada, os manifestantes cercaram o veículo, gritaram “assassina”, pediram justiça e tentaram alcançá-la antes que os policiais deixassem o endereço.
Leia mais
A situação precisou ser controlada por equipes que acompanhavam a diligência. Os agentes reforçaram o isolamento e conseguiram retirar a viatura da área antes que o tumulto evoluísse para agressões.
Versão é contestada
O caso aconteceu no dia 7 de junho de 2026, quando Fernando foi golpeado com uma faca dentro da residencia onde estava o casal. Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de desentendimento familiar. No local, Maria Lúcia afirmou que o ferimento teria acontecido de forma acidental após ela tentar abraçar o companheiro enquanto ele segurava uma faca no colo.
Porém, a versão apresentada pela suspeita passou a ser questionada pelos policiais. Conforme registrado na ocorrência, o ferimento atingiu a região do coração da vítima, circunstância que indicaria incompatibilidade com a dinâmica relatada inicialmente.
Fernando chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Após a confirmação do óbito, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio.
Leia também