Delson Carlos e e Renata Oliveira eram amigos há muitos anos – Fotomontagem: reprodução redes sociais / portal g1
Foi mantida a prisão de Renata de Almeida Pedreira e Sousa, 56 anos, a principal suspeita de assassinar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, 52, na última sexta-feira (24) no prédio onde ele morava no Setor Bueno. A conversão da prisão em flagrante para preventiva foi confirmada no domingo (26).
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Corpo permanece no IML por divergência em documentos
Enquanto isso, o corpo de Delson Carlos permanece no Instituto Médico-Legal, devido a divergências na documentação dele, nascido no Maranhão. A Polícia Técnico-Científica (PTC) informou no domingo que a expectativa é pela chegada do prontuário de identificação civil do Estado do Maranhão, “documento indispensável à verificação da divergência encontrada e à confirmação oficial da identidade”, nesta segunda-feira (27).
Previsão da Polícia Técnico-científica é liberar corpo com esclarecimento da divergência
A previsão é de que assim que a divergência for sanada, o corpo seja liberado. A PTC divulgou nota explicando o contexto (leia a íntegra ao final). Familiares e amigos do jornalista aguardam essa tramitação para as providências do enterro de Delson Carlos. Ele era colunista do jornal Diário de Aparecida há vários anos.
Polícia Civil deve ouvir testemunhas e avançar na investigação
O crime que ocorreu no apartamento 701 do Residencial Dom Lourenço deve começar a ser esclarecido pela Delegacia de Homicídios esta semana com o depoimento de testemunhas.
Companheira da suspeita é considerada principal testemunha
A principal testemunha é a companheira de Renata, identificada como Márcia Maria Carolli. Ela também foi ferida a faca, com menor gravidade, durante a luta entre Renata e Delson que foi golpeado várias vezes e acabou morrendo no 5º andar, quando tentava fugir com Márcia.
Investigação aponta discussão após encontro entre amigos
Por enquanto, o que se sabe é que Renata, que é odontóloga, mas se apresentava com outras profissões, inclusive de advogada, matou o jornalista, de quem era amiga há cerca de dez anos, após uma tarde regada a bebida alcoólica. Parte da tarde contou com a presença de dois casais: Delson Carlos e o marido, que alugavam o apartamento de Renata que foi ao local com Márcia.
O companheiro do jornalista saiu por volta das 18h e pouco depois ocorreu o desentendimento que terminou com o homicídio. Após atacar Delson e Márcia, Renata se trancou no apartamento e atirou um notebook e outros objetos pela janela do 7º andar.
A Polícia Militar precisou explodir a porta e imobilizar a suspeita com um teaser. Tanto ela quanto Márcia foram levadas a hospitais com ferimentos leves e liberadas ainda na sexta-feira.
NOTA DE ESCLARECIMENTO CASO DELSON CARLOS HENRIQUE
“A Polícia Científica do Estado de Goiás informa que, até o presente momento, não foi possível realizar a liberação do corpo de Delson Carlos Henrique de Lima Barros, em razão da necessidade de conclusão do processo de identificação.
Durante os procedimentos, foi constatada a existência de registros de identificação civil da vítima nos estados de Goiás e Maranhão, com divergência entre os sobrenomes neles constantes. Diante dessa inconsistência, é necessária a análise documental para a confirmação segura de sua identidade.
Para a conclusão do procedimento de identificação e a emissão do respectivo laudo, a Polícia Científica aguarda o envio do prontuário de identificação civil do Estado do Maranhão, documento indispensável à verificação da divergência encontrada e à confirmação oficial da identidade da vítima.
A expectativa é de que, após o recebimento e a análise da documentação, o procedimento de identificação seja concluído e o corpo possa ser liberado aos familiares na próxima segunda-feira (27), desde que não surjam novos elementos que demandem diligências complementares.
A Polícia Científica reafirma seu compromisso com a rigorosa observância dos procedimentos técnicos e legais, assegurando que a identificação seja realizada com segurança, precisão e respeito aos familiares.
Atenciosamente,”
Comunicação Social da PCIGO
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