Um ataque cibernético que deixou prejuízo R$ 180 milhões (€ 30 milhões) em um banco alemão, em 2023, levou a Polícia Federal (PF) a cumprir mandados em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro nesta quinta-feira (13). A Operação Klonen cumpriu 21 ordens de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. Goiás foi alvo de nove mandados de busca em Goiânia, Senador Canedo e Anápolis, diligências que terminaram com uma prisão preventiva na capital. Um dos investigados na ação teria usado parte do dinheiro obtido com a fraude em uma campanha eleitoral em 2024. As autorizações foram expedidas pela 10ª Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de São Paulo.
A investigação teve início depois que uma instituição financeira da Alemanha comunicou à Polícia Federal ter sido vítima de um ataque no fim de 2023. Segundo as apurações, a ação teve origem no Brasil. De acordo com a corporação, os valores obtidos por meio das fraudes eram movimentados para dificultar o rastreamento e ocultar o patrimônio. Entre os mecanismos identificados estão cartões de pagamento emitidos sem autorização dos beneficiários, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais.
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Dinheiro usado em campanha eleitoral
As investigações também apontaram que um dos envolvidos na fraude disputou um cargo eletivo em 2024 e teria utilizado parte do dinheiro obtido ilegalmente para financiar a própria campanha. A Polícia Federal não divulgou a identidade do candidato citado na investigação, nem informou qual cargo ele disputou em 2024 ou o valor que teria sido destinado à campanha eleitoral.
Bloqueio de até R$ 106 milhões
Além das prisões e das buscas, a Justiça também determinou o bloqueio de dinheiro, veículos e imóveis ligados aos investigados. Ao todo, os bens e valores podem chegar a R$ 106 milhões.
Os envolvidos podem responder, de acordo com a participação de cada um, por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação ainda pode apontar outros crimes.
A Operação Klonen também conta com informações reunidas pelo Projeto Tentáculos, criado por meio de uma parceria entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e instituições financeiras e de pagamento.
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