CAMAROTE DO CRIME
Criminosos montaram uma espécie de “camarote do crime” no Setor Finsocial; mais de 50 agentes e um helicóptero participaram da ação
As prisões ocorreram após meses de monitoramento do intenso “entra e sai” de dependentes químicos (Divulgação PCGO)
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Oito pessoas foram presas e um ponto de tráfico foi destruído na tarde desta quarta-feira (20), na Região Noroeste de Goiânia, durante a Operação Jubileu da Polícia Civil de Goiás (PCGO). Mais de 50 policiais civis, com apoio de um helicóptero, cercaram o Setor Finsocial para cumprir 16 ordens judiciais após descobrirem que criminosos cobravam uma “taxa extra” dos usuários — uma espécie de “aluguel” do espaço — para que pudessem consumir a droga imediatamente em um imóvel controlado pelo crime. O local fica praticamente ao lado de duas escolas e de uma igreja.
De acordo com as investigações conduzidas pela 21ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia (1ª DRP), a associação criminosa já atuava no Setor Finsocial há alguns anos. A ofensiva de ontem resultou no cumprimento de oito mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e no sequestro de veículos pertencentes ao grupo.
O imóvel utilizado para o esquema possuía dois pisos e uma área externa com terraço. Era nesse ambiente que o “entra e sai” de dependentes químicos acontecia sob o monitoramento dos traficantes, mesmo com a grande circulação de alunos e fiéis na região.
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Monitoramento e apoio de maquinário
O início das investigações foi motivado por um alerta da Polícia Militar, que vinha registrando um volume muito alto e frequente de apreensões de pequenas porções de drogas na região. Diante disso, a Polícia Civil passou meses monitorando o intenso “entra e sai” do imóvel, registrando imagens que comprovaram o comércio ilegal.
Durante a ação, a polícia utilizou uma máquina patrola para destruir a área externa e o terraço da estrutura, desmantelando de vez o ponto de encontro dos usuários.
A Polícia Civil informou que está trabalhando na identificação detalhada de todos os detidos. O objetivo é fazer com que novas testemunhas se sintam seguras para procurar a delegacia e trazer mais informações que ajudem a colaborar com o fechamento do inquérito de forma robusta.
A divulgação da imagem dos presos foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho do(a) delegado(a) de polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de suas imagens possa auxiliar no surgimento de novas vítimas e testemunhas que façam seus reconhecimentos, além de novas provas.
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