Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Cidades
  • CCJ derruba calamidade pública em Goiânia e impõe dura derrota a Mabel

CCJ derruba calamidade pública em Goiânia e impõe dura derrota a Mabel


Votação na CCJ foi nesta quarta-feira – Foto divulgação

Após uma manobra para inversão de pauta que surpreendeu os governistas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Decreto Legislativo nº 126/2025 que susta os efeitos do decreto de calamidade pública financeira editado pela Prefeitura de Goiânia em janeiro deste ano, após reconhecimento pelo Tribunal de Contas dos Municípios e Assembleia Legislativa.

O projeto foi apresentado pelo ex-líder do prefeito, vereador Igor Franco (MDB), hoje na oposição, e foi relatado pela vereadora Kátia (PT), que apresentou parecer favorável à revogação do decreto. O resultado na CCJ representa o risco de uma nova derrota política para o prefeito Sandro Mabel (UB) na Câmara.

Com a aprovação na CCJ, o texto segue para duas votações em Plenário. Se for aprovado pela maioria, o decreto de calamidade financeira será oficialmente revogado, restabelecendo as condições normais para a gestão fiscal do município.

O texto não estava na pauta da reunião, mas foi incluído por meio de pedido de inversão e inclusão, aprovado pelos vereadores.

Votação empatou e presidente da CCJ deu voto minerva, a favor

Após o parecer de Kátia, o atual líder do governo, Wellington Bessa (DC), apresentou voto em separado, pedindo o arquivamento da proposta. O placar terminou empatado com 5 votos a favor e 5 contra. Coube ao presidente da CCJ, vereador Luan Alves (MDB), desempatar. Ele votou a favor do projeto, garantindo sua aprovação.

Kátia destaca argumentos: pareceres do TCM e MPC

No relatório, Kátia Maria destacou que não há base técnica, contábil ou jurídica que comprove a existência de calamidade financeira em Goiânia. A vereadora embasou seu parecer em dados oficiais da Prefeitura e em pareceres do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e do Ministério Público de Contas (MPC-GO), ambos contrários à manutenção do decreto.

“Está muito claro que não existe uma calamidade financeira na Prefeitura. Desde a transição temos falado e questionado isso e chegamos a entrar com uma Ação de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça contra esse decreto”, afirmou Kátia.

De acordo com o documento, os números da gestão municipal mostram melhora nas contas públicas, e não colapso financeiro, como sustenta Mabel. “Até o segundo quadrimestre de 2025, Goiânia arrecadou R$ 6,6 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024, e registrou superávit primário de R$ 678 milhões, revertendo o déficit do ano anterior. A dívida consolidada líquida corresponde a apenas 1,67% da Receita Corrente Líquida, patamar considerado extremamente baixo”, divulgou a vereadora.

Ela continuou defendendo o relatório: “Meu voto foi feito com muita propriedade e muito conhecimento, já que temos estudado esse assunto a fundo e temos o respaldo do Ministério Público de Contas e do TCM de que não existe calamidade. Pelo contrário, o próprio prefeito apresentou superávit de R$ 700 milhões e dívida de menos de 2% da receita”.

O relatório também alerta para riscos à boa gestão, já que o decreto de calamidade permitiu flexibilizações indevidas, como dispensa de licitações e quebra da ordem cronológica de pagamentos. Segundo Kátia, o decreto extrapolou o poder regulamentar e foi utilizado como “atalho jurídico” sem respaldo técnico ou legal.

Críticas ao prefeito

Durante a reunião na Câmara Municipal, o autor do projeto, vereador Igor Franco (MDB), chegou a classificar o decreto de “mentiroso”, criticando duramente o prefeito.

“Meu projeto é extremamente importante porque em Goiânia não existe calamidade pública financeira. O prefeito aprovou isso na Assembleia Legislativa negociando cargos na prefeitura com os deputados”, denunciou ele. “Agora, a Câmara exerceu seu papel e vamos liquidar essa calamidade financeira mentirosa criada pela atual gestão”, acrescentou.

O parlamentar também questionou o uso político da medida pelo Paço, afirmando que, ao aprovar o decreto, Mabel fica “isento de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Assim, o prefeito pode fazer dispensa de licitações e escolher quem quer pagar, sem cronologia, sem critérios”, acusou.

Gastos do Paço com eventos religiosos, shows e festas, como a Pecuária, foram questionados por vereadores ao longo do primeiro semestre.

Nos oito meses de gestão, Mabel já sofreu outros revezes na Câmara Municipal de Goiânia com vários vetos derrubados, a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o contrato com o Consórcio Limpa Gyn, e também a revogação da Taxa do Lixo, avalizada na CCJ, e que ainda vai ser apreciada no Plenário.

O prefeito de Goiânia ainda não se manifestou sobre o movimento na Câmara Municipal.


Leia mais sobre: Igor Franco / Kátia Maria / Sandro Mabel / Cidades / Goiânia / Política

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Goiânia Blues Festival tem shows gratuitos no Teatro Sesc Centro

MÚSICA Ingressos poderão ser retirados no Sympla 24 horas antes de cada espetáculo Publicado em:…

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de maio do Bolsa Família…

Trabalhadores da Educação de Goiânia fazem nova assembleia para definir se greve continua

COBRANÇAS Encontro acontece às 8h30 no Cepal do Setor Sul Publicado em: 18/05/2026 17:01 Trabalhadores…