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GO: PM do Paraná preso por manter prima em cárcere dizia que a vítima tinha de ser submissa a ele

VIOLÊNCIA

Vítima era agredida com tapas no rosto e, em algumas ocasiões, foi jogada para fora da cama

João Ricardo Pinheiro de Araújo, policial militar do Paraná – (Foto: reprodução)

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Pedro Moura

O cabo da Polícia Militar do Paraná, João Ricardo Pinheiro de Araújo, de 42 anos, mantinha a prima, de 56 anos, em cárcere privado sob ameaça constante de uma arma de fogo. O militar dizia que a vítima tinha de ser submissa a ele. O homem foi preso no domingo (1º/2), depois que a mulher conseguiu convencê-lo a ir à padaria sozinha, momento em que pediu socorro. O policial afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima.

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Além das ameaças, a mulher também foi vítima de violência, tendo sido agredida com tapas no rosto e até mesmo sendo derrubada da cama. O Mais Goiás apurou que a vítima registrou a denúncia formalmente na Polícia Civil (PC) e que continua em estado de choque. 

Conforme relato da mulher à corporação, o investigado chegou de surpresa no apartamento da vítima no dia 25 de dezembro motivado por ciúmes. Se aproveitando do fato de que a mulher mora sozinha, o militar teria se recusado a ir embora, passando a controlar a rotina da prima com o uso de uma arma de fogo.

O investigado também teria se apoderado do celular da mulher, apagando contatos, redes sociais e até registros de chamadas por ciúmes. Ainda conforme a PM, a vítima informou que ao atender ligações, era obrigada a colocar a chamada em viva voz, a fim de que o suspeito a mantivesse sob a vigilância e, com isso, evitar denúncias. 

A mulher relatou ainda que o PM repetia corriqueiramente que ela deveria viver sob regras imposta, sendo que a vítima deveria ser submissa, vivendo conforme o sujeito desejava. Ao longo dos quase 40 dias, a persistência do militar teria ficado mais evidente, ao ponto de começar a agredir fisicamente a prima nos últimos três dias de cárcere com tapas no rosto e, em alguns momentos, até mesmo a derrubando da cama. 

Após as agressões, a mulher era obrigada a colocar gelo nas regiões lesionadas sob ameaça de uma arma de fogo, com o intuito de amenizar as marcas visíveis, conforme a corporação. A mulher conseguiu pedir ajuda somente depois de convencer o investigado a deixá-la ir à padaria sozinha. Ela acionou a PM que, em seguida, efetuou a prisão do militar. 

O Mais Goiás entrou em contato com a Polícia Militar do Paraná para que se posicionasse, mas não obteve retorno. A defesa do militar não foi encontrada.

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