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Diretora goiana emplaca 2 filmes em mostra internacional e chama atenção do país – Curta Mais

Goiás acaba de ganhar destaque no cenário audiovisual com um feito raro: a diretora goiana Tarsila Araújo teve dois filmes selecionados na prestigiada Mostra O Amor, a Morte e as Paixões, em Goiânia, evento que reúne produções nacionais e internacionais.

Em meio a uma curadoria marcada pela diversidade global, a presença dupla de uma cineasta local reforça a força do cinema produzido no estado e chama atenção para novas narrativas que nascem fora do eixo tradicional.

Os filmes selecionados

Os Ruminantes (2025)

O longa revisita uma história pouco conhecida do cinema brasileiro: a tentativa de adaptação, em 1967, do livro A Hora dos Ruminantes, do escritor goiano José J. Veiga. A produção revela os bastidores do projeto liderado por Luiz Sergio Person e Jean-Claude Bernardet, além de abordar o impacto da ditadura militar, que acabou interferindo diretamente no processo.

Direção: Tarsila Araújo e Marcelo Mello
Exibição: quinta-feira, 9 de abril
Horário: 16h
Local: Cinex

Tarsila Araujo e o Marcelo Mello, diretor de Os Ruminantes na sessão do filme no Festival É Tudo Verdade, no Rio de JaneiroDivulgação

Felicidade (2026)

Felicidade aposta em uma narrativa profunda e provocadora sobre o tempo e as escolhas da vida. O filme reúne figuras marcantes como Jean-Claude Bernardet, que reflete sobre a finitude ao recusar tratamento contra o câncer, e o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, que traz sua conhecida visão sobre o valor do tempo. A obra ainda apresenta histórias sensíveis que atravessam memória, ausência e desejo.

Direção: Tarsila Araújo
Exibição: sexta-feira, 10 de abril
Horário: 16h
Local: Cinex

Tarsila Araújo e Francisco Bessa, no set do Felicidade

Tarsila Araújo e Francisco Bessa, no set do Felicidade / Divulgação

Goiás ganha holofote nacional

A presença de dois filmes goianos em uma mostra internacional é algo raro e significativo, já que não se trata de uma regra no circuito audiovisual. O evento reúne produções de diversos países, o que amplia ainda mais a relevância da seleção. Esse cenário contribui para aumentar a visibilidade do cinema produzido em Goiás e reforça o surgimento de novos talentos fora do eixo tradicional Rio-São Paulo.

A dobradinha de Tarsila Araújo não é apenas uma conquista individual, mas um sinal claro de que o cinema goiano vive um momento de expansão criativa. Com temas que transitam entre política, memória e filosofia, os filmes chegam à mostra com potencial de repercussão nacional.

Para o público, é uma oportunidade rara de assistir produções locais dividindo espaço com obras do circuito internacional. Para o cinema brasileiro, um lembrete: grandes histórias também nascem no coração do país.

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