Anselmo Pereira acompanha sessão na Câmara de Goiânia ao lado de secretários municipais para defender projetos prioritários da Prefeitura. Foto: Joabe Mendonça
Acompanhado de 12 secretários municipais, o prefeito em exercício de Goiânia, Anselmo Pereira (MDB), foi à Câmara Municipal nesta terça-feira (12) para tentar acelerar a tramitação de projetos considerados prioritários pela gestão, em meio a impasses envolvendo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A mobilização ocorreu em um cenário de cobranças da base aliada sobre a demora na análise de propostas encaminhadas pelo Paço, especialmente o programa Morar no Centro. A presença do chefe do Executivo interino e da comitiva ocorreu durante a sessão plenária e teve como foco ampliar o diálogo com vereadores e destravar matérias consideradas estratégicas pela administração municipal.
Entre os projetos defendidos estavam o reajuste salarial dos servidores da Educação, o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), o programa Meu Uniforme e iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico. Durante a passagem pela Câmara, o Pafus acabou aprovado em votação definitiva.
“Estamos vivendo um momento especial e dividindo isso com os 36 vereadores além de mim. Viemos com os secretários para estreitar essa relação, para ter a convergência. Acabamos de dar uma demonstração e aprovamos um projeto que vai revolucionar a saúde no município”, declarou Anselmo.
O prefeito em exercício também destacou ações recentes da administração e sinalizou expectativa de avanço de outras pautas ainda nesta semana. “Pode olhar a cidade, a cidade está mais limpa, mais iluminada. Nós não temos mais criança fora da sala de aula, estamos recapeando a cidade, temos uma série de projetos que vão ser lançados e projetos que vão ser aprovados ainda esta semana”, acrescentou.
Tensão na CCJR
Nos bastidores, a articulação ocorre em meio às críticas envolvendo a condução da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Nesta segunda-feira (11), o presidente da CCJR, Luan Alves (MDB), negou estar segurando proposições do Executivo e atribuiu os atrasos à ausência de parlamentares da própria base nas sessões da comissão.
“Falta de quórum, estão querendo colocar na minha conta. Eu nunca faltei em uma sessão da CCJ. O que está faltando é compromisso dos vereadores da base em estar presente na CCJ. Não é culpa minha”, disparou.
O vereador também argumentou que os projetos estão em tramitação há cerca de 30 dias e citou fatores como feriados, pontos facultativos e pareceres da Procuradoria da Câmara para justificar o prazo de análise. Além disso, segundo Luan Alves, o programa Morar no Centro retornou à Prefeitura para correções técnicas apontadas pelo setor jurídico da Casa.
Sobre a proposta habitacional, Anselmo Pereira disse que as exigências feitas pela Procuradoria já estão sendo atendidas. “Estamos destravando todas as exigências que pediram do Morar no Centro. A situação está equacionada”, comentou.
Outras demandas
Presente na sessão, a secretária municipal de Educação, Giselle Faria, reforçou a necessidade de aprovação rápida do reajuste de 5,4% para os servidores da rede municipal. A titular da pasta destaca que o pagamento possui efeito retroativo a 1º de maio e precisa ser processado ainda neste mês.
Outro projeto defendido no plenário foi o Fomenta Goiânia, apresentado pelo secretário da Sedicas, Adonídio Neto. A proposta prevê parceria com a GoiásFomento para facilitar crédito a microempresas, MEIs e trabalhadores autônomos. “Às vezes, o projeto chega cheio de tecnicidade e a nossa presença aqui favorece o real entendimento”, observou o secretário.
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