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Bombeiro suspeito de matar cachorro foi afastado por questões psicológicas; diz defesa

EM INVESTIGAÇÃO

Militar teve o porte de arma suspenso. Morte de Brutus é investigada pela PC

Cachorro comunitário Brutus – (Foto: reprodução)

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Pedro Moura

O soldado do Corpo de Bombeiros, de 27 anos, investigado por matar o cachorro comunitário Brutus com um disparo de arma de fogo, em Goiânia, foi afastado da corporação na sexta-feira (11). A decisão foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros neste sábado (11). Segundo a defesa do suspeito, o afastamento aconteceu por questões psicológicas.

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Apesar da posição da defesa, o Corpo de Bombeiros afirmou que o afastamento e a suspensão do porte de arma do militar se deram devido ao avanço das investigações do Grupo de Proteção Animal (GPA) da Polícia Civil (PC). Questionada, a defesa do soldado disse não ter conhecimento do fato.

“O único afastamento que temos ciência é o médico. Ele foi afastado por questões psicológicas e emocionais. Os bombeiros trabalham com cachorros, salvam cachorros e acontecer tudo isso mexeu com ele”, afirma o advogado Eduardo Moura, que representa a defesa do soldado.

Ainda de acordo com Eduardo, o soldado passou a ser ameaçado de morte após a repercussão do caso Brutus. O cachorro comunitário foi morto no último dia 5, após supostamente atacar o militar.

“Ele está sendo ameaçado de morte nas redes sociais. Emocionalmente está muito abalado com tudo isso que está acontecendo”, concluiu.

Não sabe se foi mordido

Em depoimento à PC, o investigado disse que atirou ao ver cachorro comunitário Brutus avançando contra ele e não sabe se chegou a ser mordido pelo animal. A afirmação contradiz o depoimento inicial do militar, que afirmou ter sido abocanhado na perna pelo cão.

“Não há contradição, a perna dele tem lesões. Se essas lesões foram provocadas pelo dente ou pela unha, ele não sabe dizer. Ele estava tenso, quem viu a perna dele sangrando foram os colegas da corporação. Não dá para saber se ele foi mordido ou arranhado e por qual dos cachorros”, afirma Eduardo.

O suposto ataque teria ocorrido enquanto o soldado estava praticando exercícios no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Em depoimento no dia 8, o militar contou que cinco cachorros deixaram um local abandonado próximo ao local e avançaram contra ele. O número de animais também contradiz o primeiro depoimento do militar, que disse ter sido atacado por uma matilha de cerca de seis cães.

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