Velório e enterro foram nesta terça; dona do apartamento e amiga da vítima, dentista queria a desocupação do apartamento – Foto: reprodução / Diário de Aparecida
O desentendimento que acabou resultando na morte do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros começou porque a dona do apartamento, a odontóloga Renata de Almeida Pedreira e Sousa, queria que ele desocupasse o apartamento, afirma a Polícia. Além de matar Delson e ferir a própria namorada, a dentista também é investigada por matar e sumir com o cachorro do jornalista.
O animal, chamado Hércules, está desaparecido, e a cunhada de Delson, Claudimar Oliveira, declarou ao portal g1 que ele também foi morto após o homicídio do dono. Até agora, a família não sabe o paradeiro do corpo do cãozinho.
Família pede investigação sobre desaparecimento de Hércules
Ela cobrou esclarecimentos sobre o ocorrido. “Apurar também a morte do animalzinho. O corpo ainda não deu entrada onde deveria. Isso aumenta a pena dela, sim. Porque ela matou dois seres muito amados”, disse a mulher, irmã de Warley Oliveira, marido de Delson.
Jornalista foi velado e enterrado em Goiânia
O corpo do jornalista foi velado e enterrado nesta terça-feira em Goiânia, em meio a comoção de familiares, amigos e colegas de profissão. Delson Carlos tinha uma coluna social no jornal Diário de Aparecida há vários anos.
Investigação apura dinâmica do crime no Setor Bueno
A Polícia investiga as circunstâncias em que Delson foi morto na sexta-feira (24), no apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. O que se sabe por enquanto é que após uma tarde consumindo bebidas alcoólicas, houve uma discussão relacionada à desocupação do imóvel que pertence a Renata. Não se sabe ainda ao certo os detalhes que desencadearam a discussão sobre o imóvel que segundo familiars, estava emprestado para Delson e Warley que tinha saído pouco antes da confusão.
Vítima tentou fugir após ataque, diz investigação
Renata atacou o colunista com uma faca que provavelmente estava com ela ao chegar no residencial, onde ficou bebendo com o casal e a namorada dela, Márcia Maria Carolli. A suspeita atingiu também a namorada, que teria tentado intervir. Márcia e Delson conseguiram correr do 7º andar, onde fica o apartamento, até o 5º andar, onde ele caiu sem vida e ela foi socorrida por outros moradores.
A versão de Márcia foi confirmada pelo responsável pela investigação, o delegado Vinicius Teles delegado “Ela fala que a Renata inclusive correu atrás, no andar, mas eles desceram. E a Renata voltou e se trancou (no apartamento). Eles desceram juntos até o 5º andar, que foi quando a vítima desfaleceu já sem vida”.
Defesa aguarda início do processo criminal
A Defensoria Pública do Estado (DPE), que está representando Renata desde a audiência de custódia, aguarda o início do processo criminal, quando “será oportunizado prazo para a acusada constituir sua defesa que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular”.
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