JUSTIÇA
Ato cobrou instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso do cão Orelha, morto em janeiro em Florianópolis (SC)
Manifestação pressiona por CPI e justiça no caso do cão Orelha (Foto: reprodução)
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Uma cruz com nomes de cães vítimas de maus-tratos em Goiânia foi estendida como forma de pedir justiça durante manifestação realizada na sexta-feira (1º) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. A faixa foi levada pela protetora de animais Juliana Morais, que participou do ato que cobra a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso do cão Orelha, morto em janeiro, em Florianópolis (SC).
O cão Jhonny, que teve cerca de 40% do corpo ferido em Goiânia, não apenas foi lembrado na cruz como também esteve presente na manifestação. Outro caso citado foi o de Brutus, morto a tiros em abril por um bombeiro militar, também na capital.
Segundo Juliana, manifestantes de diferentes regiões do país estiveram presentes. “A manifestação teve presença de ativistas de Goiânia, São Paulo e Brasília. Foi muito importante pra dar voz a esses inocentes sem voz”, disse ao Mais Goiás.
A cruz levada por Juliana reunia nomes de casos que ganharam repercussão entre defensores da causa animal. “Fiz uma cruz onde coloquei os nomes do Orelha, Jhonny, Manchinha (cãozinho assassinado alguns anos atrás do supermercado Carrefour), também Brutos (cão morto por um bombeiro)”, contou.

Relembre os casos:
Para Juliana, a manifestação teve como principal objetivo chamar atenção para casos de violência contra animais e pressionar por respostas das autoridades. “Estamos cansadas de ver tantos casos nas mídias e os criminosos sem pagar ou serem presos”, reforçou.
Com o lema “De norte a sul, o Brasil quer a verdade. O Brasil quer justiça por Orelha”, o ato buscou pressionar autoridades, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a dar andamento à criação da CPI. Para os organizadores, a comissão é vista como essencial para garantir transparência nas investigações e evitar que o caso fique impune.
Além da cobrança pela CPI, a manifestação também levantou pautas estruturais, como a necessidade de políticas públicas contínuas para proteção animal, com orçamento próprio para ações como castração, atendimento veterinário e apoio a organizações independentes. Segundo os ativistas, a ausência de recursos fixos compromete a efetividade dessas iniciativas e mantém a causa dependente de ações pontuais.
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