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Em Goiás, polícia mira grupo que caluniava diretores de plano de saúde por SMS

CRIME CIBERNÉTICO

Investigados criaram sites e redes de informações difamatórias contra dirigentes da cooperativa. Multas podem chegar a R$ 300 mil

Policiais cumprindo mandados – (Foto: reprodução/PCMT)

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Pedro Moura

Um grupo suspeito de praticar crimes cibernéticos e ataques difamatórios contra a atual diretoria da Unimed Cuiabá, no Mato Grosso, entrou na mira da Polícia Civil (PC) nesta sexta-feira, 6, durante operação em Goiás. A nova gestão assumiu a empresa após a descoberta de um rombo de R$ 400 milhões nas contas, causado por irregularidades administrativas.

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A ação faz parte da terceira fase da Operação Short Code. Nesta etapa, a Justiça determinou a desativação de perfis em redes sociais e de um site criados para atacar a cooperativa e seus dirigentes. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 10 mil.

As ordens judiciais também proíbem qualquer tipo de contato entre os investigados, por qualquer meio. Além de Cuiabá, os mandados foram cumpridos nas cidades de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, no Estado goiano. Segundo a PC, os investigados estão proibidos de fazer novas postagens ou reativar conteúdos antigos que envolvam a empresa, os diretores ou prestadores de serviço, seja em perfis pessoais ou anônimos.

A proibição vale para qualquer formato de conteúdo, sendo texto, imagem, áudio, vídeo, lives, reposts, links ou conteúdo patrocinado. Cada descumprimento pode gerar multa de R$ 10 mil por postagem, informou a polícia.

“A realização dos interrogatórios pendentes e o relatório final do inquérito policial serão concluídos nos próximos dias, cujo procedimento será remetido ao Ministério Público para eventual propositura de denúncia criminal contra os autores identificados, a fim de responderem à ação penal perante o Poder Judiciário”, explica o delegado Sued Dias da Silva Júnior.

O crime

A primeira fase da operação foi cumprida em junho de 2025. Na época, foram identificados disparos massivos de SMS com acusações anônimas e conteúdo calunioso contra a atual diretoria, enviados a médicos cooperados da instituição.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os responsáveis utilizavam short codes para atrair os profissionais a acessarem páginas com conteúdos difamatórios, em uma tentativa de desestabilizar a imagem pública da nova gestão da cooperativa.

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