LEVANTAMENTO
Entre 2025 e 2026, a Dict registrou 254 óbitos em Goiânia. Destes, 187 eram condutores ou passageiros de motociclistas
Motociclista morreu após acidente – (Foto: reprodução)
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Um motociclista de 43 anos morreu em um acidente na última segunda-feira (11), em Goiânia. A vítima trafegava pela Avenida La Paz, no Parque Industrial João Braz, em direção ao Conjunto Vera Cruz, quando perdeu o controle da motocicleta e bateu contra um veículo na pista contrária.
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A colisão entrou na lista de mortes investigadas pela Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict), que registrou 254 óbitos nas vias da capital entre 2025 e 2025, sendo que 187 (73,6%) eram motociclistas.
Em 2025, a especializada investigou 203 óbitos – 154 eram motociclistas (75,8%). Neste ano, até abril, houve 51 mortes, das quais 33 (64,7%) eram passageiros ou condutores de motos. As principais vítimas são homens de 20 a 50 anos, de acordo com o delegado titular da Dict, Paulo Ludovico.
“A imprudência dos motoristas, não só dos motociclistas, é a principal causa da mortalidade no trânsito. Infelizmente, o goianiense tem, por hábito, não respeitar as sinalizações de trânsito, como os pares. Isso gera uma alta quantidade de sinistros, o que acarreta mais mortes”, explica o investigador.
Paulo explica que, além da exposição do motociclista, que não possui proteção como condutores de carro, a alta da mortalidade entre o grupo também está diretamente ligada à quantidade de entregadores por aplicativo. Entidades como a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Estado de Goiás (Amago) estimam que apenas na Região Metropolitana de Goiânia transitem cerca de 10 mil entregadores.
Outro fator ligado ao número de acidentes é o fluxo no trânsito da capital, responsável por deter 27,8% (1,42 milhão) da frota do estado, de 5,1 milhões, conforme o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran). O número de máquinas de transporte é equivalente a 94,9% da população da capital, estimada em 1,5 milhão pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“A nossa frota de motocicletas é considerada uma das maiores do Brasil, proporcionalmente ao número de habitantes. Isso se alinha ao excesso de velocidade e, em alguns casos, à ingestão de álcool”, afirmou Paulo.
Prevenção
O delegado conta que uma das formas de prevenir a mortalidade no trânsito é a educação, como o respeito às normas e a sinalização. Neste mês, conhecido como Maio Amarelo, o governo e as prefeituras têm realizado ações sociais para a conscientização do motorista.
“No ano passado tivemos um pequeno projeto chamado ‘Condutor Consciente’, no qual, foram publicadas dicas de segurança no trânsito e sobre a legislação, com o objetivo de diminuir as estatísticas. Não há outra forma de diminuir essa grande mortalidade a não ser dirigir com cuidado e respeitando as normas de trânsito”, concluiu.