A Vila Cultural Cora Coralina em Goiânia inaugura, nesta quarta-feira (06/05), a exposição “4 Mestres da Arte”, que reúne 60 gravuras de quatro importantes nomes das artes visuais brasileiras: Juarez Machado, Carybé, Antônio Poteiro e Siron Franco. A mostra tem apoio do Governo de Goiás, por meio do Programa Goyazes, executado pela Secretaria da Cultura de Goiás, e segue aberta ao público até 1º de julho, com entrada gratuita.
A Vila Cultural Cora Coralina funciona diariamente, das 9h às 16h (com fechamento às 17h), e a entrada é gratuita.
A iniciativa reforça as ações voltadas à valorização das artes visuais no estado, promovendo o acesso da população a obras de grande relevância histórica e cultural. A exposição apresenta um recorte da diversidade estética e simbólica do Brasil, com destaque para produções desenvolvidas a partir das décadas de 1960 e 1970, período marcante para a consolidação de linguagens modernas e críticas no país.
Ao todo, o público poderá conferir 10 gravuras de Juarez Machado, 30 de Carybé, 10 de Siron Franco e 10 de Antônio Poteiro. Os dois últimos artistas têm forte ligação com Goiás e desempenham papel fundamental na construção da identidade artística local.
O projeto também estabelece conexões com a obra de Carybé, referência na representação da cultura afro-brasileira, e de Juarez Machado, conhecido internacionalmente por seu estilo que mistura crítica social, humor e elementos teatrais.
Segundo Siron Franco, a exposição se destaca por possibilitar o acesso a conjuntos completos de gravuras que, normalmente, permanecem em coleções particulares. Para ele, a iniciativa amplia o contato do público com produções significativas da arte brasileira entre as décadas de 1960 e 2000.
Artistas em destaque na exposição em Goiânia
Cada segmento da mostra evidencia diferentes influências culturais e abordagens estéticas.
Juarez Machado, natural de Joinville (SC), construiu carreira reconhecida dentro e fora do Brasil, explorando o cotidiano urbano com ironia, humor e traços surreais.
Carybé, nascido na Argentina e radicado no Brasil desde 1949, tornou-se um dos principais intérpretes da cultura afro-brasileira. Na exposição, estão reunidas 30 serigrafias da série O Compadre de Ogum, inspiradas na obra de Jorge Amado e no universo cultural de Salvador.
Antônio Poteiro, português de nascimento e goiano por adoção, é um dos grandes nomes da arte naïf no Brasil. Suas obras retratam festas populares, religiosidade e o cotidiano, com uso marcante de cores vibrantes.
Já Siron Franco, natural da cidade de Goiás, apresenta a série Visões Rupestres, que propõe uma releitura contemporânea das inscrições ancestrais do Cerrado, conectando memória, território e a resistência dos povos originários.
Fonte: Agência Goiás