A semana da Consciência Negra chega com um clima que chama atenção de longe. Goiânia ganha um festival gratuito para olhar, pensar e sentir a força de uma história que segue viva. O público encontra cenas, sons e ideias que falam direto ao coração e criam um espaço de troca. Cada atividade aproxima quem deseja entender melhor esse tema ou apenas vivenciar algo leve e acolhedor. Fique por dentro da programação do festival gratuito lendo até o final.
Um encontro que reúne história, arte e movimento
A cidade de Goiânia recebe o Orum Aiyê Quilombo Cultural, que organiza o festival gratuito com foco no 20 de novembro, data que marca a luta por reconhecimento da cultura negra no país. Esse encontro chega com atividades que misturam reflexão, criação e troca de experiências. O nome desta edição faz ligação entre Palmares e Aroeira, apontando para uma caminhada que segue firme com raízes que não se perdem.
O diretor Marcelo Marques explica que essa relação une regiões e símbolos que expressam resistência. A proposta cria um fio entre histórias que atravessam o tempo e continuam presentes. Assim, o festival gratuito chega como um espaço em que cada gesto, som ou cena reforça o valor de trajetórias que sustentam modos de viver, aprender e compartilhar.
A programação também conta com apoio do edital nº 13/2024, voltado ao fomento de pontos de cultura da cidade, e do edital nº 05/2024 da Política Nacional Aldir Blanc, que incentiva produções voltadas às artes visuais. Esse suporte ajuda o festival gratuito a manter acesso amplo e gratuito para quem desejar se aproximar dessas expressões artísticas.
Programação com vivências que passam pelas ruas e pela tela
A primeira atividade acontece em 20 de novembro. Neste dia, o bloco Tambores do Orum sai às ruas com o enredo “A Revolta dos Malês e o Levante Africano”. O grupo é formado somente por pessoas negras e leva música, canto e dança como forma de celebração. A concentração está marcada para as 16 horas, no Campo de Futebol ao final da Av. Planície, Rua W7, Residencial Morada do Ipê, Itatiaia. Esse momento marca o início das ações do festival gratuito e abre o caminho para as demais vivências.
No dia seguinte, 21 de novembro, o Cine Ori ocupa o Orum Aiyê Quilombo Cultural, às 19 horas, com a exibição do filme “Two Distant Strangers – 2020”. Após a sessão, ocorre a conversa “O Mundo Real não cabe em Wakanda”, conduzida pelo Babalorixá e antropólogo baiano George Hora. A proposta aborda temas ligados ao racismo e ao impacto da mídia na construção de percepções sociais. Essa etapa do festival gratuito cria um espaço de escuta e diálogo que ajuda o público a olhar para essas questões de forma aberta e consciente.
Foto: loja.fleurity.com.br
Encerramento com solos circenses que convidam à reflexão
O evento termina nos dias 22 e 23 de novembro, sempre às 20 horas, também no Orum Aiyê Quilombo Cultural. Nesses dias, o público acompanha o projeto “Solos Marginais”. A apresentação reúne quatro jovens artistas negros: Codjo Kpade, Cauê Marques, Matheus Alcântara e Raquel Rocha. A direção é de Marcelo Marques, que conduz o grupo na construção de cenas que mostram histórias marcadas por estereótipos e formas de julgamento.
Os artistas transformam essas experiências em criação e liderança, trazendo para o palco movimentos que revelam outras maneiras de existir. Essa etapa final do festival gratuito ajuda o público a perceber como a arte pode abrir caminhos de diálogo e reconhecimento.
Evento:
Cortejo do Tambores do Orum
Data: 20 de novembro (quinta-feira)
Local: Campo de Futebol, final da Av. Planície, Rua W7, Residencial Morada do Ipê, Itatiaia
Horário: 16h
Cine Ori com palestra de George Hora
Data: 21 de novembro (sexta-feira)
Local: Orum Aiyê Quilombo Cultural, Rua 10 QdL Lt10 Residencial Nossa Morada
Horário: 19h
Solos Marginais
Datas: 22 e 23 de novembro (sábado e domingo)
Local: Orum Aiyê Quilombo Cultural, Rua 10 QdL Lt10 Residencial Nossa Morada
Horário: 20h
O público pode acompanhar novidades pelo perfil oficial do Orum Aiyê Quilombo Cultural no Instagram. Assim, o festival gratuito se torna uma porta aberta para quem deseja sentir, aprender e participar de um encontro que valoriza história, arte e presença. É uma chance de viver momentos que unem memória, troca e expressão dentro de um espaço acessível, acolhedor e construído com dedicação.
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