Um aposentado de 74 anos perdeu mais de R$ 31 mil após ser enganado por criminosos que se passaram por um delegado de Polícia e o ameaçaram de prisão. A vítima, moradora do interior de Goiás, chegou a contratar dois empréstimos e fazer transferências via Pix para os golpistas. O Ministério Público de Goiás (MPGO) se manifestou a favor da suspensão da cobrança de um dos contratos.
O golpe começou depois que o idoso fez uma transferência via Pix para uma suposta campanha de ajuda humanitária destinada a vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Dias depois, ele passou a receber mensagens de uma mulher com conteúdo sexual. Em seguida, um homem entrou em contato dizendo ser delegado e afirmou, falsamente, que o aposentado estava sendo acusado de pornografia infantil.
O suspeito ameaçou prendê-lo caso o idoso não fizesse pagamentos para evitar a suposta prisão. Sob pressão, a vítima contratou um empréstimo de R$ 15 mil e outro consignado de R$ 15.737,87. Além disso, realizou outras transferências para contas indicadas pelos golpistas. Ao todo, o prejuízo chegou a R$ 31.647.
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Depois de perceber que havia caído em um golpe, o aposentado registrou um boletim de ocorrência e procurou a Justiça para tentar interromper a cobrança de um dos empréstimos. Ele também pediu que seu nome não fosse incluído em cadastros de inadimplentes e que fosse reconhecido que a dívida não deveria ser cobrada, além de uma indenização pelos prejuízos.
O primeiro pedido foi negado. O idoso, então, recorreu ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ao analisar o caso, o relator concedeu uma decisão provisória para suspender a cobrança do contrato, impedir novas cobranças e evitar que o nome do aposentado fosse negativado enquanto o processo continua em andamento.
Em manifestação enviada ao Tribunal, o MPGO defendeu a manutenção da decisão que suspendeu temporariamente a cobrança do empréstimo. Para o órgão, os documentos apresentados indicam que o idoso contratou o crédito sob forte pressão e ameaça dos golpistas. O órgão também apontou que a continuidade da cobrança poderia comprometer a subsistência do aposentado, enquanto a responsabilidade do banco ainda será analisada pela Justiça.
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