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Piloto acusado de matar jovem por chiclete passa por audiência; mãe pede Justiça com foto do filho em coma

DESABAFO

Pedro Turra responde por homicídio qualificado e segue preso

Piloto acusado de matar jovem por chiclete passa por audiência; mãe pede Justiça com foto do filho em coma (Foto: Reprodução)

O ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, acusado de agredir e matar um adolescente goiano de 16 anos após uma discussão por causa de um chiclete, passa por audiência de instrução nesta segunda-feira (25). Na última semana, a mãe da vítima, Rejane Fleury, publicou no story do Instagram uma foto do filho, Rodrigo Castanheira, em coma, para pedir Justiça.

“Foi assim que meu filho ficou por 16 dias antes de morrer vítima de uma emboscada de assassinos. A Justiça ainda não autorizou todas as provas que precisamos”, escreveu. Turra, que responde por homicídio qualificado, está preso.

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O adolescente Rodrigo Castanheira morreu em 7 de fevereiro após 16 dias internado. A briga que culminou na agressão física aconteceu na saída de uma festa, na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal.

Rodrigo estava em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele não resistiu às complicações causadas por um traumatismo craniano severo, resultado das agressões sofridas.

Ex-piloto Pedro Turra pode ter usado soco inglês para desferir golpes que culminaram na morte de Rodrigo Castanheira
Ex-piloto Pedro Turra e Rodrigo Castanheira (Foto: PCDF e redes sociais)

Segundo as investigações, o conflito teria começado após um desentendimento considerado banal. Pedro Turra teria se irritado com um comentário feito por Rodrigo sobre um chiclete que o piloto havia jogado em um colega do adolescente.

Após a discussão, Turra desceu do carro e iniciou as agressões. Durante a briga, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de aproximadamente 12 minutos. Ele foi socorrido em estado crítico, passou por cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio — após o rompimento de uma artéria — e permaneceu em coma induzido até falecer em 7 de fevereiro.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), mesmo desacordado, o jovem teria continuado a ser agredido. A queda e a sequência de golpes agravaram o quadro clínico.

Pedro Turra foi preso um dia após as agressões, mas pagou fiança de R$ 24,3 mil e foi liberado. Posteriormente, diante de suspeitas de tentativa de interferência nas investigações, voltou a ser preso e segue no Complexo da Papuda. Ele aguarda o andamento do processo. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o investigado por homicídio doloso.

Até o momento, a defesa já apresentou vários pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e ao Superior Tribunal de Justiça. Todos foram negados.

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