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Prefeitura e Comurg divulgam balanço com redução de 85% em dívida e oficializam “Comurg Service”


Prefeito falou sobre quadro encontrado e as dificuldades para sanear Comurg – Foto: Altair Tavares / DG

A Prefeitura de Goiânia e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) apresentaram um balanço que aponta a transformação estrutural e financeira da companhia após um ano, com destaque para a redução de 85% do passivo total, que caiu de R$ 2,8 bilhões para R$ 366 milhões. A companhia classifica 2025 como o “marco da virada”, resultado de uma ampla reestruturação administrativa, financeira e operacional.

Os números foram apresentados pelo prefeito Sandro Mabel e o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos.

Comurg Service

“Hoje a Comurg se estabilizou, nós conseguimos negociar a dívida dela toda, baixamos quase em 3 bilhões de reais a dívida da Comurg. Isso daí deu uma estabilidade para que ela possa ter um equilíbrio financeiro”, destacou o prefeito.

 Como já tinha anunciado em outras ocasiões, Mabel lembrou que a companhia vai receber investimentos, mas eles serão oriundos da prestação de serviço também para outras empresas, o governo de Goiás, e outros municípios, o que vai ser chamado de Comurg Service. Até os uniformes serão diferenciados para deixar claro que é um serviço contratado especificamente.

Mais uma vez ele falou em corrupção na companhia antes da nova gestão e ainda da influência de políticos na contratação de mão de obra, inchando o órgão. Nesse ponto, tanto em discurso, quanto em entrevistas, Mabel foi duro com as palavras, mais uma vez. “Você tinha uma corrupção dentro da má gestão. Então, era um desperdício de recurso de milhões e milhões, centenas de milhões de reais. É isso que nós estamos cortando. É tirar esse pessoal que mamava aqui nessa Comurg há muitos anos”, afirmou.

O presidente da Comurg, Cléber Aparecido, antes de um longo detalhamento, iniciou dizendo que assumiu há exatamente 15 meses “conhecendo a sua história e conhecendo os seus fantasmas”.

Ele pontuou que havia uma “lógica predatória” de “décadas de uso político do quadro de pessoal, estrutura de poder sobrepostas criadas para servir interesses particulares, dívidas que cresceram na sombra, serviços que se deterioravam e uma cultura organizacional na qual a regra era ocultar a informação e a prestação de contas era inexistente”. E completou: “A companhia existia para servir ao sistema e não à cidade”.

Adiante, citou: “O que fizemos em 15 meses não tem precedente nesta companhia. Reduzimos a dívida de R$ 2,8 bilhões para R$ 366 milhões, uma redução de 85%”. Também listou outras conquistas, mas disse que ainda não está satisfeito. “A Comurg dos próximos anos precisa ser algo muito maior do que uma empresa que saiu da falência”, observou o presidente da Companhia.

Desligamentos de 1.189 empregados

Entre as principais medidas adotadas segundo apresentação divulgada em evento na manhã desta terça-feira (14), está a redução de custos com pessoal, que gerou economia mensal de R$ 14 milhões. A reestruturação do quadro resultou em 1.189 desligamentos, sendo 721 aposentadorias e 468 cargos comissionados, dentro de um processo descrito como ajuste necessário para garantir sustentabilidade.

No campo financeiro, a Comurg destaca a maior negociação de sua história junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), com parcelamento de débitos em até 10 anos e regularização fiscal. Apenas em 2025, a redução de passivos chega a mais de R$ 520 milhões, além da possibilidade de recuperação de até R$ 300 milhões em créditos.

A companhia também aponta economia operacional de R$ 189 milhões no período, com redução de gastos em folha, contratos terceirizados, locação de máquinas e manutenção de veículos. Medidas complementares, como a revisão de benefícios e a reestruturação do setor jurídico, reforçaram o ajuste fiscal.

Na área operacional, o balanço destaca avanços na modernização da gestão, com monitoramento em tempo real, controle por centro de custos e aumento da produtividade. A capacidade de atendimento foi ampliada, com maior presença nos bairros e melhoria na qualidade dos serviços prestados à população.

A Comurg também investiu em saúde e segurança do trabalho, com a entrega de mais de 115 mil equipamentos de proteção individual (EPIs), além de milhares de atendimentos e inspeções técnicas.

Outro eixo estratégico é a expansão de receitas, com a adoção de um novo modelo de negócios e a prospecção de contratos com órgãos públicos e empresas, visando ampliar a autonomia financeira da companhia.

Detalhes do novo contrato

O novo contrato com o município prevê a prestação de serviços contínuos e sob demanda, incluindo limpeza urbana, paisagismo, operação do aterro sanitário e manutenção de espaços públicos. O valor estimado é de R$ 58,2 milhões por mês, podendo chegar a R$ 3,49 bilhões ao longo de 60 meses.

Com o novo modelo, a companhia amplia seu escopo de atuação de 33 para até 56 serviços, com metas de eficiência, transparência e previsibilidade orçamentária. A proposta também prevê pagamento por serviços efetivamente executados, com medições técnicas e auditáveis.

Segundo o balanço, a reestruturação permitirá à Comurg deixar de operar em um modelo deficitário para se tornar financeiramente equilibrada, com capacidade de investimento e planejamento de longo prazo.

Para a população, a expectativa é de melhoria na zeladoria urbana, com serviços mais frequentes, maior agilidade no atendimento e melhor conservação de espaços públicos. A companhia também projeta maior capacidade de resposta em situações emergenciais.

Para 2026, a previsão é de consolidação das mudanças, com novos investimentos em equipamentos, ampliação de parcerias e fortalecimento das práticas de governança e compliance. A Comurg também avalia a possibilidade de atuar em outros municípios, ampliando sua área de atuação.


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