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Três anos depois, família mantém rotina de cuidados e luta pela vida de Thaís Medeiros

Alergia à pimenta

Três anos após uma reação alérgica grave provocar uma parada cardíaca e causar uma lesão cerebral irreversível, Thaís Medeiros vive uma rotina de cuidados intensivos dentro de casa.

Adriana Medeiros acompanha de perto a vida e os cuidados de Thais Medeiros depois do acidente. (Foto: Maria Clara Barreto/Mais Goiás)

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Esthefany Araújo

Três anos após uma reação alérgica grave mudar completamente o rumo de uma família, a casa onde vive a trancista Thaís Medeiros passou a funcionar em outro ritmo, marcado por terapias, medicações, equipamentos e uma rede diária de cuidados.

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O episódio começou de forma inesperada. O cheiro de uma pimenta em conserva desencadeou uma crise alérgica severa que provocou uma parada cardíaca. A falta de oxigenação no cérebro resultou em uma lesão irreversível e, desde então, Thaís depende de assistência integral para todas as atividades.

Foram mais de 260 dias de internação hospitalar e três cirurgias até a possibilidade de retorno para casa. Mas a alta não significou o fim do tratamento. Pelo contrário: a residência precisou ser adaptada para receber a estrutura necessária para a continuidade dos cuidados.

A rotina inclui alimentação especial, sessões frequentes de fisioterapia e fonoaudiologia, uso contínuo de medicamentos e fraldas. O custo mensal gira em torno de R$ 16 mil. Um valor alto, que exige reorganização financeira e apoio constante para garantir que nada falte.

Mesmo diante das limitações impostas pelo quadro clínico, cada resposta de Thaís é vista como um avanço. Pequenos movimentos e reações são comemorados pela família, que acompanha de perto cada etapa da reabilitação.

As filhas, Valentina e Antonella, que antes eram cuidadas pela mãe em uma rotina ativa e cheia de planos, hoje retribuem com presença e carinho. O vínculo familiar se tornou um dos principais pilares nesse processo.

Para a mãe de Thaís, Adriana Medeiros, a fé tem sido fundamental para enfrentar a nova realidade e lidar com um diagnóstico considerado definitivo pelos médicos. “Desde a madrugada que eu acordei, conversei muito com Deus e parece que passa um filme na cabeça da gente. Eu já fui me preparando para o outro dia, porque a gente nunca espera e foi muito dolorido. A vida da gente mudou completamente. Às vezes muitas pessoas pensam: ‘por que a Adriana não para de rezar para a partida?’. Gente, não é como a gente quer, é como Deus quer. Eu acho que Deus está me confortando todos os dias, me colocando num degrauzinho para que eu me fortaleça, porque a gente sabe que a melhora da Thaís é muito pouca e eu tenho muito o pé no chão. A minha vontade não é a mesma que a Dele… e vamos vivendo.”

Três anos depois, a família segue adaptada a uma rotina intensa e contínua. Entre limitações, desafios financeiros e incertezas, o cuidado permanece como prioridade, sustentado pelo afeto, pela presença e pela esperança possível em cada novo dia.

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