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Vinícolas goianas se reinventam para atrair visitantes

Visitas com degustação e passeios por vinícolas têm conquistado o público goiano e impulsionado o enoturismo no estado. O modelo aproxima o consumidor do processo produtivo ao oferecer experiências dentro das propriedades, aliando lazer e conhecimento. A iniciativa também fortalece a venda direta e transforma as vinícolas em destinos turísticos e canais próprios de comercialização.

A Vinícola São Patrício, em Rianápolis, é adepta dessa prática. O receptivo funciona em um espaço de 1.800 metros quadrados, com projeto arquitetônico que se tornou parte da identidade da marca. As visitas guiadas percorrem vinhedos e áreas de produção e terminam em degustações harmonizadas com produtos da própria fazenda.

Segundo a vinícola, a experiência foi pensada desde o início como diferencial competitivo. “Precisávamos entregar algo que valesse o deslocamento. Criamos um ambiente onde o vinho não é apenas consumido, mas vivenciado”, destaca.

Visitas na Vínicola São Patrício acontecem de quarta à sábado, em dois horários, 10h e 14h (Foto: reprodução)

As visitas guiadas e degustações são realizadas mediante agendamento prévio, de quarta a sábado. Entre as opções estão a Experiência Cauré, com duração de uma hora e degustação de dois rótulos, ao custo de R$ 150 por pessoa, e a Experiência Udu de Coroa Azul, com cerca de três horas de duração, degustação de quatro rótulos, incluindo dois grandes reservas, acompanhados de tábua de queijos, salames e geleia caseira, por R$ 250 por pessoa.

A Vinícola Serra das Galés oferece o Wine Tour, voltado para casais, famílias, grupos de amigos e apreciadores de vinho que buscam conhecer a viticultura no Cerrado goiano. A experiência inclui passeio guiado pelos vinhedos, com explicações sobre a influência do clima e do solo na produção das uvas, além de visita à estrutura da vinícola, onde os visitantes acompanham etapas do processo de vinificação, da fermentação ao envelhecimento em barricas de carvalho.

A programação também pode incluir almoço harmonizado, mediante agendamento, com vista para os vinhedos. As visitas devem ser previamente reservadas e os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (64) 99972-5023, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Vinícola Serra de Galés recebe visitas de terça a domingo (Foto: divulgação)

Rota e integração regional

Na Serra dos Pireneus, a Rota dos Pireneus, lançada com apoio do Sebrae, reúne mais de 20 empreendimentos em municípios como Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás, integrando vinhos, queijos artesanais e gastronomia regional.

A paisagem é um dos atrativos. Os vinhedos estão em áreas de altitude, cercados por serras, cachoeiras e formações típicas do Cerrado. A colheita no inverno, entre junho e agosto, coincide com a alta temporada turística em regiões como Pirenópolis e Chapada dos Veadeiros, favorecendo a criação de roteiros que combinam natureza, gastronomia e vinho.

Público e experiência

Na São Patrício, o enoturismo também revela mudanças no perfil do consumidor. De acordo com a vinícola, o público é formado tanto por visitantes locais, em busca de lazer de fim de semana, quanto por apreciadores de outras regiões do país. “Observamos um crescimento expressivo de um público mais jovem e sofisticado, que valoriza o consumo consciente e a procedência regional”, afirma.

Mais do que estratégia de posicionamento, o enoturismo já impacta diretamente o faturamento das vinícolas.

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(Foto: Divulgação)

Na São Patrício, o modelo permite venda direta e fidelização. “O enoturismo é um canal de vendas de margem direta, muito importante no faturamento total. Quem nos visita se torna um cliente fiel, que continua comprando pelo nosso e-commerce ao longo do ano”, destaca.

“Temos investido no enoturismo com visitas guiadas, o que tem aumentado consideravelmente a receita”, afirma o diretor Sebastião Ferro, da Vinícola Serra das Galés.

Integração e projeção

O crescimento do setor também passa pela articulação entre os produtores. Segundo a São Patrício, há um movimento para consolidar uma identidade regional e fortalecer o turismo.

“Um produtor isolado não faz uma região vitivinícola. Precisamos de uma rota turística sólida e de união para ganhar escala nacional”, aponta a vinícola.

Com o avanço das premiações e a consolidação das experiências turísticas, Goiás começa a se posicionar não apenas como produtor de vinhos finos, mas como um novo destino enoturístico no país.

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