Decisão pela greve foi aprovada em assembleia do sindicato nesta terça – Foto divulgação Sintego
Foi aprovada greve a partir de terça-feira (12) envolvendo professores e administrativos das mais de 370 escolas da rede municipal de Educação de Goiânia, inclusive da Educação Infantil (Cmeis e creches). A decisão ocorreu durante assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego).
A assembleia foi realizada na manhã desta quinta-feira (7), no CEPAL do Setor Sul. O indicativo de greve já tinha sido aprovado em assembleia dia 17, mas não houve abertura para negociar com a Prefeitura, segundo o sindicato, que afirma se basear na legislação sobre o direito de greve para esses casos.
“A decisão foi tomada diante da falta de avanços nas negociações com a administração municipal e da morosidade na apresentação de respostas concretas às demandas da categoria”, divulgou o Sintego em suas redes sociais.
Pouco antes da assembleia, a presidente do Sindicato, Ludmylla Morais, afirmou em entrevista à Rádio Difusora, que o Sintego tentou agenda com o prefeito Sandro Mabel até ontem – hoje ele deixa o cargo para viagem aos EUA que dura do dia 9 até dia 16. Segundo ela, a agenda não foi marcada.
Ludmylla aponta que existem demandas da categoria, especialmente dos administrativos, que datam de 1 ano e 5 meses de negociação, “sem avanço”. Também cita que progressões não são pagas há mais de três anos para professores.
Procurada pelo Diário de Goiás na manhã desta quinta, a Secretaria Municipal de Educação ainda não respondeu.
Prefeito será Anselmo Pereira
Nesta quinta-feira (7), quem assume como prefeito de Goiânia é o vereador Anselmo Pereira (MDB). Ele vai para o Paço Municipal em efeito cascata porque ficará na Presidência da Câmara em virtude de licença do presidente Romário Policarpo e, depois, assume na prefeitura, em virtude de licença deste último e também da vice-prefeita Cláudia Lira, tudo porque ambos são sucessores naturais de Mabel, mas são pré-candidatos nas eleições deste ano e por isso não poderiam assumir cargo do Executivo. Desta forma, a greve na Educação de Goiânia vai iniciar na curta gestão do parlamentar.
Reivindicações da categoria em 2026
- Plano de carreira dos administrativos
- Pagamento das progressões de carreira
- Reajuste do piso salarial dos professores
- Pagamento da data-base dos administrativos
- Aplicação do descongela (Lei nº 226/26) e do enquadramento (Lei nº 15.326/26)
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