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Homens em condição análoga à escravidão comiam ao sol e bebiam água com coliformes fecais, diz auditor

LESTE GOIANO

Além da água apresentar coliformes fecais, também foi constatada a presença de bactérias que causam cólera

Após denúncia anônima, trabalhadores são encontrados em situação análoga à escravidão (Divulgação/MPT)

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Felipe Cardoso

O auditor fiscal do trabalho Rodrigo Ramos conversou com a reportagem doMais Goiássobre a operação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que encontrou mais de 100 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda de Vila Boa, na região Leste de Goiás. Segundo ele, “os alojamentos pareciam depósitos de gente. Havia trabalhadores alojados em galpões, ao todo, eram sete locais disponibilizados em Vila Boa”.

Ramos coordenou os trabalhos do grupo. Segundo ele, a questão da higiene também era um agravante. “O pessoal não tinha acesso ao sanitário, lavatório e fazia as refeições no chão. Eles comiam em local aberto, expostos ao sol, sem mesas ou cadeiras. Sem contar que se alimentavam em local exposto à muita poeira e fuligem da cana queimada”, explicou.

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A situação, segundo ele, era agravada pela água oferecida. “A água estava contaminada por coliformes fecais e com bactérias que causam a cólera”. Ramos também pontuou que o alojamento não tinha ventilação e que a situação era de calor extremo. “Nesses casos, a gente costuma encontrar cenários assim, mas dessa vez o que nos chamou atenção foi o extremismo”, pontuou.

Operação

Conforme mostrado pela reportagem do Mais Goiás, 108 pessoas foram encontradas nessas condições em uma fazenda de Vila Boa, na região Leste de Goiás. Os trabalhadores prestavam serviços às empresas Companhia Bioenergética Brasileira (CBB) e ATAC Participação e Agropecuária S/A, ambas em recuperação judicial. Após fiscalização, as companhias foram obrigadas a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), e se comprometeram a pagar mais de R$ 1,5 milhão em verbas rescisórias e indenizações.

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A investigação começou após denúncia anônima, recebida por meio dos canais oficiais, como o Sistema Ipê, o Aplicativo Pardal e o Disque 100. O Mais Goiás tentou contato com o representante das empresas CBB Companhia Bioenergética Brasileira e ATAC Participação e Agropecuária S/A, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação do contraditório.

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