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Sindicato e SME divergem em números de adesão ao movimento em Goiânia

Paralização

Para secretaria, apenas que 11% das unidades tiveram as atividades afetadas. Sindicato fala em quase 70% de adesão

Movimento grevista atinge estudantes da educação básica em Goiânia. (Foto: Divulgação)

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Brunelle Portela

A greve dos trabalhadores da Educação municipal de Goiânia começou nesta terça-feira (12) com escolas e CMEIs de portas fechadas em várias regiões da capital. A paralisação foi aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), que afirma ter registrado forte adesão da categoria, com 50 unidades que fizeram paralização e outras 50 que funcionaram parcialmente.

Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que apenas 11% das 147 das unidades educacionais tiveram as atividades afetadas e afirmou que a maioria das escolas funcionou normalmente ou de forma parcial.

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Além das reivindicações salariais, o movimento cobra melhorias nas condições de trabalho. Segundo o Sintego, há falta de servidores nas unidades, o que tem provocado sobrecarga entre os profissionais da Educação. A presidente em exercício do sindicato, Ludmylla Morais, afirmou que alguns servidores administrativos recebem abaixo do salário mínimo e dependem de complementação salarial para atingir o valor constitucional.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste do piso salarial dos professores, pagamento de progressões atrasadas, data-base, aplicação das leis do descongela e do enquadramento, além da criação do plano de carreira dos administrativos, pauta que, segundo o sindicato, está sem solução há mais de seis anos.

O Sintego também criticou a situação do IMAS, plano de saúde dos servidores municipais. De acordo com a entidade, trabalhadores têm enfrentado dificuldades para conseguir atendimento e precisado recorrer ao SUS.

Na segunda-feira (11), a Prefeitura de Goiânia encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê reajuste de 5,4% para os servidores da Educação, além da correção de benefícios. A gestão municipal informou ainda que segue aberta ao diálogo com a categoria.

Até o momento, não há previsão para o fim da paralisação.

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